Comércio paulistano registra alta de 5,7% no nível de emprego em fevereiro

Em relação a janeiro, houve alta de 0,3%, totalizando 876.235 trabalhadores com carteira assinada

SÃO PAULO – O nível de emprego do comércio varejista de São Paulo apresentou alta de 5,7% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro, houve alta de 0,35%. No total, são 876.235 trabalhadores com carteira assinada.

Os dados, baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram divulgados nesta sexta-feira (26) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo o assessor econômico da Fecomercio, Flávio Leite, a alta no nível de emprego está relacionada à elevação de confiança do consumidor paulista. “O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fecomercio, indica que os consumidores estão mais otimistas, o que favorece o desempenho das vendas no varejo e, consequentemente, a contratação de novos funcionários”, afirma.

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Análise por segmento
Na análise por segmento, o levantamento destacou que Vestuário, Tecidos e Calçados foi o que mais demitiu e, curiosamente, o que mais contratou funcionários em fevereiro, demonstrando a alta rotatividade deste ramo.

Em relação à taxa de admissão, o setor varejista atingiu 4,5% do saldo mensal, totalizando 39 mil contratações, enquanto a taxa de demissão ficou em 4,1%.

Salários médios
Em relação aos salários do comércio, a média foi de R$ 1.366, inferior ao registrado em janeiro, R$ 1.371.

As atividades que registraram os maiores salários foram Lojas de Departamento, com R$ 2.356; Lojas de Eletrodomésticos e Eletrônicos, com R$ 1.865; Concessionárias de Veículos, com R$ 1.735; e Autopeças e Acessórios, com R$ 1.440. O setor de Supermercados apontou a menor média salarial, de R$ 1.158.