Comércio de SP registra maior saldo de emprego dos últimos 12 meses

De acordo com a Fecomercio, em abril, foram geradas 942.215 postos de trabalho, alta de 6,3%, frente ao mesmo período de 2010

SÃO PAULO – O nível de emprego do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo registrou crescimento de 6,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No período foram gerados 942.215 postos de trabalho. Trata-se do maior saldo dos últimos meses, incluindo o Natal, época em que há aquecimento das contratações.

No confronto com março, os dados revelam que houve alta de 0,4%. Os dados baseados, no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram divulgados pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (18).

De acordo com a entidade, apesar do número de empregos formais houve uma redução no ritmo de crescimento de contratações, que está relacionado com o desempenho das vendas no comércio varejista. A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Fecomercio revelou que o setor recuou 2,7% na comparação interanual de abril na Região Metropolitana de São Paulo.

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Saldo de empregados
Em relação ao saldo de empregados contratados e demitidos, a pesquisa indica que, em abril, 3.720 empregados entraram no mercado de trabalho, frente a 5.890 no mesmo mês de 2010. Também houve uma retração de contratações de 2,1% em relação a março (46.301 admitidos em abril contra os 47.672 em março). Por outro lado, o índice de demissões foi 8,7% menor em abril, no comparativo com março (42.581 demissões ante as 46.643 verificadas em março).

Salários médios
Sobre os salários do comércio, a média registrada em abril foi de R$ 1.407. As atividades que registraram os maiores salários foram Lojas de Departamento, com R$ 2.258, Lojas de Eletrodomésticos e Eletrônicos, com R$ 1.942, Concessionárias de Veículos, com R$ 1.604, e Autopeças e Acessórios, com R$ 1.499. Já o setor de Supermercados apontou a menor média salarial, de R$ 1.195.

Cenário futuro
Para os próximos meses, a Fecomercio acredita que o ritmo de contratações formais no comércio varejista em 2011 deve manter uma tendência de arrefecimento, pois o cenário econômico atual é menos propício para a evolução das contratações, dado que variáveis como inflação e taxas de juros já apresentam uma trajetória ascendente, encurtando a renda dos consumidores e, consequentemente, reduzindo o ritmo de vendas do varejo.