“Com mais crédito, classe C vai se endividando sem perceber”, diz especialista

Segundo Daniel Augusto Maddalena, o aumento do mínimo traz a camada menos abastada ao fantástico mundo do consumo

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SÃO PAULO – De acordo com o consultor especialista em cooperativismo e empreendedorismo, Daniel Augusto Maddalena, o aumento do salário mínimo traz a camada menos abastada da população ao fantástico mundo do consumo.

Com mais consumo e crédito liberado sem restrições, a chamada classe C vai se endividando sem perceber. E, em breve, segundo Maddalena, o que poderemos ver é a volta da inflação, com mais força do que outrora.

Rombo na Previdência

Para o especialista, os idealizadores do Sistema Previdenciário Brasileiro, que deve fechar 2008 com um déficit de R$ 44 bilhões, talvez não tenham pensado que, no futuro, haveria menos pessoas trabalhando e contribuindo do que as que estão aposentadas e recebendo os benefícios.

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Conforme explica Maddalena, o cálculo da longevidade, quando o sistema foi criado, era outro. A expectativa de vida baseava-se entre 50 e 60 anos. “Hoje, sabemos que a expectativa média de vida é de aproximadamente 71,3 anos”.

“A intenção real do governo ao criar empregos é a obtenção de um número maior de contribuintes, para que o déficit previdenciário possa ser revertido. No entanto, a oferta de emprego formal é sazonal e está baseada em princípios bem diferentes dos que deveriam ser os de desenvolvimento econômico”, argumenta.

Salários achatam-se cada vez mais

Ainda de acordo com o consultor especialista em cooperativismo e empreendedorismo, se, por um lado, o número de carteiras assinadas cresce, por outro, o salário médio dos trabalhadores achata-se cada vez mais.

“Com os parcos aumentos que o salário mínimo referência no País recebeu, ele quase alcança alguns salários médios pagos pelas empresas a trabalhadores que, se antes viam uma grande distância entre suas remunerações e o salário mínimo, hoje percebem claramente que na verdade foi o seu poder de compra que se reduziu”.