Com expansão de franquias, aumentam empregos no setor e redes oferecem vantagens

Pontos altos são padronização dos processos, treinamento e reciclagem, mobilidade e chance menor de demissão por falência

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SÃO PAULO – Em 2007, houve um acréscimo de 12,9% no número de empresas franqueadoras, segundo a consultoria Rizzo Franchise. Atualmente, há no País 124.474 franquias, pertencentes a 1.542 redes. Com essa expansão, aumentou também o número de postos de trabalho no setor. O estado de São Paulo concentra 74% de todas as redes de franquias do País. Dessas, 80% estão na Grande São Paulo.

A Spedini Trattoria Expressa, por exemplo, quase dobrou o número de unidades, uma vez que, em 2006, possuía nove lojas e hoje elas são 16. Foram criadas quase cem novas vagas.

O crescimento continuará em 2008. Apenas no primeiro trimestre, serão inauguradas quatro unidades. Mais quatro estão previstas para iniciar as atividades até o final do ano. A movimentação irá garantir a criação de 104 vagas.

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Outro exemplo é a Uno&Due, também do segmento de alimentação. A rede cresceu 29% durante o ano passado, passando de 54 unidades no início de 2007 para 69 no final do ano. Em 2008, o prognóstico é de que sejam abertas 140 vagas.

Pontos altos

O diretor da Uno&Due, Eguiberto Riss, explica que o profissional ganha muito ao trabalhar para uma franquia, graças à padronização dos procedimentos que é prezada pelas empresas do ramo. Assim, há normas eficazes e já testadas para todos os setores, como logística, marketing, atendimento ao consumidor, entre outros. E os colaboradores sempre passam por treinamento e reciclagem.

Apesar disso, as redes geralmente estão sempre tentando inovar e melhorar, por conta do nível alto de competitividade do setor. Isso significa que, mesmo com a padronização dos processos, os profissionais não ficam ‘engessados’, isto é, sempre que desejarem, podem sugerir melhorias e mudanças. “As empresas do franchising têm uma gestão mais profunda e dinâmica na comparação com uma companhia comum”, afirma o diretor.

Por esses motivos, Riss conta que contratantes podem olhar de forma diferenciada o candidato que tiver trabalhado em uma rede. “Quando contratamos um novo funcionário, damos preferência
àqueles que já trabalharam para outras empresas franqueadoras, pois significa que o profissional possui uma visão boa dos negócios. Por exemplo, ele deve entender melhor a importância do atendimento de qualidade.”

Mais um ponto positivo é a chance menor de falência. Pesquisas indicam que o índice de mortalidade é bem inferior, no caso das franquias, ante as demais empresas. Por fim, o número de unidades de uma marca espalhadas Brasil afora garante mobilidade aos profissionais: “Se nos deparamos com um profissional com perfil para ser gerente, mas a loja que está contratando não precisa de ninguém no momento, indicamos para alguma das outras unidades”, explica.