Com alto desemprego, empreendedorismo é esperança para jovens

Futuro são as micro e pequenas empresas: é preciso formar novos empregadores em vez de novos empregados

SÃO PAULO – A solução para o futuro talvez não seja arrumar emprego, mas dar emprego. Em um País onde o nível de desocupação entre os jovens é mais que o obro da população em geral (23,5% contra 10,6%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a tendência para o futuro parece ser o empreendedorismo.

Os aventureiros, no entanto, devem ficar de olho em alguns detalhes. “A falta de planejamento é uma das principais causas para a mortalidade empresarial precoce no Brasil. Atualmente, metade dos pequenos negócios fecha as portas com até dois anos de vida. Nos países mais desenvolvidos, esse número varia de 20% a 40%”, explicou o diretor-superintendente do Sebrae no Rio, Sergio Malta, em entrevista ao Fantástico, da Tv Globo.

Incentivo

Conforme Malta, também é necessário incentivar a cultura empreendedora nas escolas e universidades. Em várias partes do País, o Sebrae mantém o programa “Jovens Empreendedores Primeiros Passos”, pelo qual desde os 7 anos de idade crianças aprendem a arte de manter um negócio.

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“Precisamos formar novos empregadores e não mais empregados. É necessário mudar essa cultura de que o emprego de carteira assinada é a salvação. O futuro do mercado de trabalho está na pequena empresa, que já é responsável por quase 60% dos novos empregos com carteira assinada”, ressaltou.

Desafio

Segundo o Sebrae, no entanto, abrir e, sobretudo, manter uma pequena empresa ainda é um grande desafio. Sergio Malta destaca que, para que o Brasil possa oferecer um ambiente favorável ao crescimento dos pequenos negócios, com menos impostos e menos burocracia, é necessário que o Senado também aprove o projeto da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados.