Com a crise, aumentam as vantagens aos profissionais mais estudados

"Quando emergirmos da crise, demanda por profissionais com Ensino Superior será maior do que nunca", diz OCDE

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SÃO PAULO – Ao mesmo tempo em que aumenta a quantidade de desempregados em todo o mundo, consequência da crise mundial da economia, amplia-se o abismo entre profissionais com pouco estudo e aqueles com faculdade.

A conclusão é de um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo o qual os governos precisam agora investir na educação.

“Quando emergirmos da crise econômica global, a demanda por profissionais com Ensino Superior será maior do que nunca”, afirmou o secretário-geral da organização, Angel Gurría. “O investimento em capital humano irá contribuir para a recuperação”.

Retorno futuro

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Fazer faculdade é algo que dá retorno na fase madura das pessoas, por meio de salários mais altos e menor vulnerabilidade ao desemprego. Na maioria dos países, a diferença entre os níveis de pagamento entre pessoas com diploma e sem cresce de forma contínua.

Veja os resultados da análise da OCDE:

  • Durante sua vida, um homem que completou a faculdade ganha, em média, US$ 186 mil a mais do que aqueles que cursaram apenas até o secundário, nos países da OCDE. No caso das mulheres, a diferença é de US$ 134 mil;
  • As vantagens mais altas se encontram nos Estados Unidos, onde a diferença é de US$ 367 mil entre os homens, e de US$ 229 mil entre as mulheres;
  • A Itália aparece em segundo lugar no caso dos homens, com US$ 322 mil, e Portugal entre as mulheres, com US$ 220 mil;
  • O número de pessoas com diploma universitário ou outras qualificações de nível superior aumentou cerca de 4,5% todos os anos, nos países da OCDE, entre 1998 e 2006. Para se ter uma ideia, em 2007, uma a cada três pessoas nos países da OCDE com idades entre 25 e 34 anos tinha diploma do Ensino Superior;
  • Aqueles que cursaram faculdade tendem a ter mais saúde do que os profissionais sem nível superior. Além disso, se interessam mais por política e têm mais confiança das pessoas.

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