Coach descortina semelhanças entre o amor de duas pessoas e o trabalho

É fundamental que a pessoa seja apaixonada por aquilo que faz, porque assim ela sente que tem uma recompensa

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SÃO PAULO – Quando alguém está apaixonado, é capaz de fazer tudo pela pessoa amada, até de relevar seus defeitos e de abdicar de projetos pessoais por ela. O mesmo acontece quando um profissional ama seu trabalho. Não importa os obstáculos e o estresse do dia-a-dia, a recompensa acaba fazendo tudo valer a pena, de maneira que ele está quase sempre altamente motivado.

“É fundamental que a pessoa seja apaixonada por aquilo que faz, porque assim ela sente que tem uma recompensa. Ela experimenta um sentimento de realização e de plenitude interna”, garante o coach e autor do livro “Executivo, o super-homem solitário”, Emerson Ciociorowski.

É verdade que nem sempre as pessoas têm talento para o que gostam de fazer. Por outro lado, segundo o coach, é certo que quando as pessoas exercem seus talentos estão fazendo algo que gostam. E como medir o talento? Ele acontece naturalmente, é algo que flui de forma constante e sem esforço. “E um dos requisitos para que o profissional se sinta apaixonado pela profissão é a ausência de grandes esforços”.

Paixão, um passo para a excelência

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De acordo com Ciociorowski, quando alguém exerce seus talentos, realiza atividades alinhadas com seus valores, se sente feliz, satisfeito, e desenvolve competências em cima do que faz. Significa que está em estado de excelência. Daí a importância, para a empresa, de ter funcionários talentosos e apaixonados pelo que fazem. Pessoas assim realizam um trabalho excelente e diferenciado do de outros profissionais.

Já os profissionais que não estão exercendo seus talentos, ou não se sentem felizes, ou fazem algo que não está alinhado com seus valores, consequentemente não desenvolvem competências, não se esforçam nem atingem a excelência.

Pura ilusão

Cada um deve ter consciência do que o faz feliz e apaixonado pelo trabalho. Trata-se de um exercício importante de autoconhecimento.

O maior erro dos profissionais é dar vazão aos desejos do outro mais do que aos seus próprios. Às vezes, todo mundo diz que a mulher dos sonhos deve ser esbelta e ter cabelos compridos, da mesma forma que o homem certo é aquele com porte atlético e rico. Mas as pessoas podem se relacionar com parceiros que têm exatamente esses perfis e, no final, se sentirem infelizes.

“Ninguém deve se importar com a opinião alheia”, diz o coach, a respeito da escolha da profissão e do emprego. O motivo é que, assim como as pessoas podem confundir o amor com uma mera ilusão, elas podem se deixar levar pela profissão da moda, pelo poder ou fama, mas decisões baseadas no que os demais pensam não necessariamente as farão mais felizes.