CNI: consumo das famílias deve cair 0,9% em 2009, e não subir 3%, como previsto

Queda na compra de bens duráveis, que já foi verificada no começo deste ano, deve chegar ao segmento não-durável

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SÃO PAULO – O consumo das famílias deverá apresentar retração de 0,9% este ano, e não um avanço de 3%, como previsto em dezembro do ano passado. A informação faz parte do Informe Conjuntural divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quinta-feira (26).

Segundo a entidade, a revisão para baixo no crescimento do consumo das famílias deve-se a uma expectativa menos favorável em relação ao mercado de trabalho e à concessão de crédito. “Os aumentos da informalidade do mercado de trabalho e da taxa de desemprego deverão reduzir os ganhos do poder de compra dos trabalhadores, o que deverá limitar a possibilidade de recuperação mais dinâmica do consumo das famílias”, diz o Informe.

Por isso, a queda de consumo de bens duráveis, que já foi verificada no começo deste ano, por conta da restrição de crédito, deve chegar ao segmento de bens não-duráveis, o qual depende mais da renda da população.

Rendimentos reais

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A perda de dinamismo no crescimento do emprego deve refletir em menores ganhos da renda real média do trabalhador. Os rendimentos reais habitualmente recebidos nas seis maiores regiões metropolitanas do País cresceu 5,9% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Embora, aparentemente, o crescimento da renda real não se enquadre em um cenário de deterioração do mercado de trabalho, esse fenômeno pode ser, em parte, explicado pela inércia dos salários do trabalhador que se mantêm ocupados – os quais tiveram seus salários reajustados pela inflação mais alta dos meses anteriores – e pelo efeito composição”, mostra o documento.