Citi diz que Dilma reduzirá ritmo de expansão dos gastos, caso seja eleita

De acordo com analistas do banco de investimentos, embora a candidata não confirme, ela deverá reduzir os gastos públicos

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SÃO PAULO – O Citigroup produziu relatório no qual afirma que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, deverá surpreender o mercado ao tentar implantar uma política fiscal menos expansionista, caso seja eleita. No entanto, os analistas do banco acreditam que ela dificilmente terá sucesso pleno em tal plano.

De acordo com o relatório, a queda da taxa real de juros e o aumento nos investimentos em infraestrutura são dois pontos chave na política da candidata para o seu possível mandato.

Redução dos gastos públicos
Embora Dilma negue que cortará gastos, os conselheiros da candidata apontam que o possível governo da petista trará medidas pró-mercado, como a redução do ritmo de crescimento dos gastos públicos, buscando limitar despesas de custeio, como folha de pagamento salarial.

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No entanto, os analistas acreditam que ela terá dificuldades em obter sucesso em tais medidas, devido a restrições para manejo do orçamento e oposição de congressistas às medidas. Com isto, o cenário provável é de redução do crescimento dos gastos públicos em vez de significativos cortes diretos nos gastos.

Salários
O relatório cita como exemplo o fato de que a candidata provavelmente conseguiria aprovação no congresso para aprovar a lei PLP 549/2009, a qual limita o crescimento das despesas com a folha salarial do Governo. Por outro lado, dificilmente Dilma teria sucesso em barrar a elevação substantiva de gastos com o salário mínimo, por exemplo.