Chegada de empresas internacionais aquece mercado para executivos

A demanda dessas empresas são por executivos da área comercial, de geração de negócios, finanças e controladoria

SÃO PAULO – O aumento de empresas internacionais que têm se instalado no Brasil está movimentado o mercado de trabalho no setor financeiro. É o que afirma o diretor da Fesa, empresa especialista em recrutamento de altos executivos, Ricardo Amatto, que denomina essas companhias de start ups. 

Segundo ele, nos últimos três meses, 25% dos novos projetos são de start ups de companhias estrangeiras no País. No ano passado, estes projetos representavam 5% da carteira da Fesa em financial services.

Amatto explica que o interesse dessas empresas não pode ser atribuído apenas a um motivo. “O Brasil vive um momento único, com uma pauta de investimentos consolidada para os próximos oito anos, devido à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos, além de indicadores macroeconômicos positivos e crescimento do poder de compra”, diz.

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Ele acrescenta ainda que os Estados Unidos e a Europa estão se recuperando de maneira lenta dos efeitos da crise econômica, o que aumenta o interesse de investidores nos países integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Sobre as oportunidades
A demanda dessas empresas é por executivos da área comercial, de geração de negócios, finanças e controladoria. As start ups buscam profissionais que conheçam o consumo e a legislação local, que possibilitarão a expansão dos negócios e evitarão problemas fiscais e judiciais.

“As empresas querem executivos que tenham conhecimento da realidade de mercado, além de executivos que saibam identificar potenciais clientes locais”, afirma Amatto.

Demanda
O especialista acrescenta que, em alguns setores, como meios de pagamento, o número de executivos para suprir a demanda não é suficiente. “Para esse mercado, o Brasil não formou executivo. Isso faz com que esse profissional esteja muito valorizado”, declara.

Com o mercado aquecido, as boas oportunidades não são exclusivas de profissionais que ocupam altos cargos. Os profissionais que atuam em nível gerencial ou como analistas também serão beneficiados. “As vagas para segundo escalão também devem surgir em cascata”, finaliza Amatto.