Centrais sindicais reivindicam mínimo de R$ 420 para 2007

Além disso, elas pedem que tabela do IR seja reajustada de acordo com perdas geradas no atual Governo, em 7,7%

SÃO PAULO – As centrais sindicais brasileiras reivindicam, para o próximo ano, que o salário mínimo do brasileiro aumente para R$ 420 e a tabela do Imposto de Renda seja reajustada em 7,7%, referente às perdas geradas pelo atual Governo.

Segundo o presidente da CUT, Arthur Henrique, a cada reajuste feito no salário mínimo, 47 milhões de trabalhadores são beneficiados. Para ele, deve ser estabelecida uma política de valorização permanente do mínimo, acima da inflação anual e independente de quem esteja no governo.

Salário mínimo

Dados do Dieese confirmam que o atual salário mínimo permite a compra de 1,92 cestas básicas, enquanto que o valor proposto aumentaria o poder de aquisição para 2,3 cestas.

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Para o presidente da CUT, a valorização do salário mínimo deverá ser de longo prazo, para que atinja o padrão de compra previsto na Constituição. “Para nós, um salário mínimo cada vez mais digno é uma ferramenta poderosa para o crescimento econômico e a distribuição de renda”.

Imposto de Renda

Outro ponto que deveria ser mudado, segundo a CUT, é a tabela de cobrança do Imposto de Renda, para que aumente o teto dos isentos e se crie alíquotas diferenciadas para os não-isentos.

De acordo com o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Salim Reis, é injusto que um trabalhador que ganhe R$ 1.300 tenha que descontar 15% para o IR. “Vamos cobrar do governo uma tabela progressiva de correção do Imposto de Renda, para avançarmos e repormos perdas que chegaram a 40% no governo Fernando Henrique Cardoso”.