Centrais sindicais pedem ao governo fim da lei que proíbe aposentadoria especial

Segundo carta enviada ao ministro do trabalho, esse direito teria sido "confiscado durante o governo FHC"

SÃO PAULO – As principais centrais sindicais do País – CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, SDS (Social Democracia Sindical) e CAT (Centro de Atividades do Trabalhador) – enviaram, na última segunda-feira (24), carta ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, pedindo sua ajuda para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogue a Lei 9.032/95, que proíbe a concessão de aposentadoria especial.

“Não é possível ignorar no Brasil a necessidade de aposentadoria especial para trabalhadores que correm riscos, sofrem acidentes e adquirem doenças diariamente em atividades insalubres”, declarou o presidente da CGT e do Sindicato dos Eletricitários (Stieesp), Antonio dos Carlos Reis (Salim).

De acordo com as centrais, esse direito teria sido “confiscado durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995”. Apesar da retirada do benefício, nenhuma ação para melhorar as condições de trabalho teria sido implementada pelas empresas.

Estresse

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“Os eletricitários são um exemplo”, lembra Salim. Ele explica que os trabalhadores da categoria sofrem com os riscos de curtos-circuitos, choques e quedas, além de ficarem expostos à radioatividade.

Dentre os principais riscos oferecidos pela insalubridade no ambiente de trabalho, a carta encaminhada ao ministro enumera as doenças relacionadas ao estresse, como esgotamento emocional, comportamental, desgaste físico, mal estar, irritabilidade, amnésia e insônia.