Centrais sindicais defendem mínimo de R$ 560 no Congresso

"Nossa intenção era um aumento de R$ 580, mas para fazer acordo, nós reduzimos para R$ 560,00", disse Paulo Pereira da Silva

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SÃO PAULO – Os representantes das centrais sindicais voltaram a defender o reajuste do salário mínimo para R$ 560 nesta terça-feira (15), durante debate na Câmara dos Deputados, que conta com a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O governo permanece com a proposta de reajuste para R$ 545.

“Nossa intenção era um aumento de R$ 580, mas para fazer acordo, nós reduzimos para R$ 560,00”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

Encontro com Lula e Dilma
Segundo ele, durante um encontro com o então presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral, ambos deixaram claro que haveria aumento real. “Tivemos uma reunião com Lula e Dilma dia 13 de outubro em um palanque em São Miguel Paulista e eles disseram q teria aumento. (…) Estamos convencidos de que é preciso ajustar acima da inflação”, ressalta.

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O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva Santos, defende que o País não vive inflação de demanda, o que não justifica o argumento do governo em relação ao aumento do salário mínimo.

Ainda segundo Santos, o Brasil tem uma das menores participações do salário na renda nacional . “No Brasil, esta participação é de 41,9%. Em países europeus varia de 67% a 72%”, afirma.

Protocolo de intenções
Para o representante da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Canindé Pegado, as centrais sindicais não querem “rasgar” o protocolo de intenções assinado com o governo em 2006. “Nossa intenção é manter o protocolo. Mas, já que o PIB de 2009 foi negativo, nada mais justo que façamos um ajuste nesse acordo”, afirma.

O presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antônio Neto, concorda. “Temos a honra de ter assinado o maior acordo coletivo do mundo, que abrange 47 milhões de pessoas. Mas, neste caso, é uma excepcionalidade”, diz Neto.