Centrais sindicais apontam que marcha salarial caiu nos últimos dez anos

No entanto, as entidades consideraram significativos os resultados sobre reajustes salariais divulgados pelo Dieese

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SÃO PAULO – Apesar de considerarem significativo e importante o resultado divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) na última quinta-feira (22), duas das grandes centrais sindicais do Brasil apontaram que os trabalhadores tiveram sua marcha salarial diminuída nos últimos dez anos.

“Mesmo com essa vitória em 2006 (quando 85,7% dos salários foram reajustados acima da inflação), ainda temos que correr atrás para tentar retomar o nosso poder de compra”, afirmou à Agência Brasil o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Gomes.

Salários ainda são baixos

Segundo Gomes, o resultado da pesquisa do Dieese pode ser explicado pelo “crescimento um pouco maior que o Brasil teve” no ano passado, embora os salários no país ainda sejam baixos.

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“Os rendimentos, além de terem acumulado perdas ao longo desses últimos anos, são baixos. O salário mínimo é um dos menores no mundo inteiro. Há muito a melhorar ainda, a nossa dívida com os trabalhadores ainda é muito alta”, argumentou o sindicalista.

Já o secretário da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, afirmou que o resultado é “fruto de todo um processo de luta, trabalho e de um esforço conjunto do próprio movimento sindical, onde a mobilização dos trabalhadores nas campanhas salariais foi fundamental”.

Expectativa igual para este ano

Ainda de acordo com o vice-presidente da CUT, a expectativa para este ano é a mesma do ano passado. Por isso, ele defendeu “uma mudança na política econômica, para que o país possa crescer mais”.

“A gente torce para que o país se desenvolva, porque numa economia estagnada os trabalhadores não ganham nada. Os sindicatos vivem e se desenvolvem num país com crescimento econômico, com o país se desenvolvendo”, concluiu Gomes.