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Centrais querem novo cálculo de reajuste para mínimo

Em comunicado, elas disseram que motivo seria o fato de o PIB (Produto Interno Bruto) de 2009, que seria considerado no cálculo vigente, ter sido negativo

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SÃO PAULO – As centrais sindicais pleiteiam uma mudança na forma de cálculo do reajuste do salário mínimo, como forma de garantir a distribuição de renda e fortalecer o mercado interno.

O critério de reajuste usado desde 2006 é o que leva em conta a inflação e o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antecedentes ao do reajuste.

Porém, em 2009, por conta da crise econômica, o produto foi negativo. Desta forma, as centrais querem uma forma de reavaliação levando-se em conta o cenário de crescimento previso para 2010, de 7%, somado à inflação do período.

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Reajuste
Em nota divulgada nesta quarta-feira (3) e assinada pela Força Sindical, as centrais disseram que um bom reajuste do mínimo terá impacto positivo na renda de 45 milhões de trabalhadores e aposentados que recebem o piso nacional.

“Entendemos que um reajuste digno para o salário mínimo é uma forma de distribuir renda e fortalecer o mercado interno, aumentando o consumo, a produção e, consequentemente, gerando novos postos de trabalho. O reajuste do mínimo também ajudará a aumentar o piso de diversas categorias profissionais”, dizem as centrais.

Na quinta (4), elas se encontrarão com o governo para iniciar as negociações sobre o reajuste do mínimo para 2011. A reunião será com o relator do orçamento, senador Gim Argello, às 10h.

O Senado
Nesta terça, a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Senado se reúne para votar o relatório com a nova previsão da arrecadação para 2011, elaborado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

Com base nesse documento, o relator-geral vai definir se o mínimo ficará em R$ 538,15, como propõe o governo no projeto enviado ao Congresso, ou se vai incorporar algum ganho real.

Durante a reunião, o senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), disse defender o aumento real, acima da inflação. “Será necessária uma discussão ampla, já que, de acordo com o mecanismo vigente, não haveria aumento real”, afirmou.

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Na ocasião, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que o aumento real a ser concedido tem de ter bom senso, levando em conta os objetivos de crescimento da economia, que inclui a oferta de boas oportunidades de emprego.

“Não se pode pensar em um pulo muito alto [para o salário mínimo], para além do que é adequado para as finanças dos governos municipais e das empresas, por exemplo”, disse, segundo a Agência Senado.