Censo: cresce concorrência na rede pública de ensino

Em 1998, na rede pública, a disputa era de 7,7 candidatos por vaga, índice este que passou para 9,4 inscritos por vaga em 2002; cai concorrência na rede privada

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SÃO PAULO – De acordo com os dados do Censo de Educação Superior 2002, a concorrência dos vestibulares no país sofreu algumas mudanças em cinco anos, sobretudo em decorrência do aumento de pessoas que tentam ingressar na universidade, aliada ao fato de as vagas no ensino público serem poucas e o sistema privado ter crescido de forma expressiva nos últimos anos.

Maior disputa na rede pública

Sendo assim, os dados de 1998 a 2002 evidenciam a diminuição na relação candidato-vaga nos processos de seleção das instituições de ensino. Há cinco anos, a média era de 3,7 inscritos por vaga. Em 2002, esse índice caiu para 2,9.

Mas se por um lado ficou mais fácil entrar em uma universidade particular, o mesmo não acontece nas instituições de ensino públicas.

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Em 1998, na rede pública, a disputa era de 7,7 candidatos por vaga, índice este que passou para 9,4 inscritos por vaga em 2002. Já nas instituições privadas, o índice, que em 1998 era de 2,2, caiu para 1,6 candidato por vaga em 2002.

Admissão pelo Enem e Pas aumenta

Outro dado levantado pelo Censo 2002 diz respeito à admissão dos alunos nas universidades. Apesar de o vestibular ser a forma mais freqüente de admissão de novos alunos, outros processos seletivos têm ganhado espaço ao longo dos anos.

Este é o caso, por exemplo, dos estudantes que alcançam uma boa nota no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e, com isto, conseguem ingressar em um curso de ensino superior, da mesma forma como acontece com os alunos que são selecionados pelo Programa de Avaliação Seriada (Pas).

O estudo mostra que, de um total de 1,2 milhão de ingressantes por processo de seleção, 109 mil conseguiram entrar na universidade por mecanismos como o Enem e o Pas. Para se ter uma idéia melhor, atualmente, um em cada dez alunos não ingressa na faculdade por meio de vestibular. Em 1998, este número era de um em cada 16.

Cresce procura de estudantes com mais de 40 anos

Por último, no que se refere ao perfil dos ingressantes em um curso superior, a pesquisa indicou que os mais velhos também têm procurado mais as universidades e decidiram, assim, voltar a estudar.

Isto porque em 2002 cerca de 64% dos ingressantes possuíam até 24 anos e 5,3% tinham 40 anos ou mais. No último levantamento, em 2002, estes percentuais mudaram para 62% e 6,4% dos admitidos, respectivamente.