Cenário corporativo pede nova forma de valorização de profissionais

Segundo diretor da PBI, para reter talentos, é preciso fazer muito mais do que mudar de cargo ou aumentar salário

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SÃO PAULO – O cenário corporativo atual demanda uma outra forma de valorização do funcionário, que vai muito além de mudá-lo de cargo ou aumentar sua remuneração (benefícios, comissões, bônus, salário). É preciso, além disso, tomar medidas que, mesmo que informais, visem prestigiar os colaboradores.

A opinião é do diretor administrativo da PBI, empresa de segurança digital, Rodolfo Dhein. “Tenho percebido que empresas com equipes jovens criam iniciativas que, antes, eram vistas somente em ambientes mais informais como, por exemplo, em colégios ou numa roda de amigos”, afirma.

Como exemplo dessas iniciativas diferenciadas, ele cita a própria empresa, que concede a moeda “Alemãozinho Feliz”, inspirada na foto de um dos sócios quando criança, para bonificar ações de gentileza entre os funcionários.

As regras

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“Somente podem ser premiadas ações que estejam fora da descrição do cargo do colaborador, ou seja, um esforço extra que agregue valor e feito com boa vontade e atitude. A equipe, em conjunto, discute se a iniciativa realizada pela pessoa merece receber um ponto ou três”, explica. A pontuação acumulada dá direito a brindes, que vão desde canetas a jantares.

Dhein conta que a iniciativa tem gerado resultados positivos, como o aumento no número de gentilezas entre os colegas. “Isso, somado à valorização de cada ação, é naturalmente divulgado quando o colaborador propõe que seu companheiro de trabalho receba um ponto”.

Mas esse tipo de ação, de acordo com o diretor, não pode vir desacompanhado de planejamento, para que fique bem claro aos colaboradores os objetivos e o foco principal.

Conclusão

De acordo com Dhein, esses cuidados com os colaboradores são importantes para manter sentimentos positivos dentro da empresa. Para que as boas ações sempre estejam em evidência e as negativas, se possível, não ocupem espaço no ambiente corporativo.

“Hoje, a empresa que pretende se destacar na captação e retenção de talentos, e que trabalha com a motivação genuína, vinda de dentro para fora, precisa fazer mais”.