Carreiras: salários diferenciados são cada vez mais comuns

Remuneração variável se baseia no destaque que funcionário tem no grupo: aqueles com melhor desempenho recebem mais

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SÃO PAULO – Pagar o quanto vale. A premissa, muito lembrada por consumidores na hora de comprar um produto, vale também para funcionários. De acordo com estudo da Hewitt Associates, deve crescer a prática de remuneração variável em toda a América Latina neste ano.

Esse modelo diferenciado se baseia no destaque que o funcionário tem diante do grupo: aqueles que possuem melhor performance recebem mais por isso.

Recompensa total

Além do pagamento diferenciado, há outras formas de garantir uma recompensa pelo talento, o conhecido “Recompensa Total”: programas de reconhecimento, ações e também estratégias não monetárias, como treinamentos e oportunidades de desenvolvimento de carreira (tanto locais como internacionais), medidas de trabalho flexíveis, serviços de conveniência, entre outras.

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Diante desse cenário, quem pode deve aproveitar. De acordo com o consultor regional Renato Rovina, líder da prática de Remuneração da Hewitt Associates para o Caribe, empresas aplicam esse dispositivo porque está cada vez mais difícil encontrar funcionários diferenciados.

“No cenário atual, as empresas precisam mais das pessoas talentosas do que as pessoas talentosas precisam das empresas”, completou, adicionando que principalmente no Brasil e na Argentina, no último ano, a guerra por pessoas capacitadas tem sido alta.

Brasil

“Ainda que enfrentem dificuldades por conta da legislação de alguns países, as empresas estão desenvolvendo mecanismos que privilegiam e valorizam o talento de seus colaboradores”, informou o levantamento.

A pesquisa mostra que em solo brasileiro 90% dos empregadores já oferecem remuneração variável, em sua maioria, dentro do conceito aprovado pelo governo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).