Carreiras: marketing pessoal deve ser usado com bom senso

Para consultora, antes de tomar qualquer atitude mais ousada, o candidato deve se atentar às características da empresa

SÃO PAULO – Na última semana, profissionais de quase todo o globo se divertiram e espantaram-se com a atitude de Matthew Epstein, um estrategista norte-americano de 24 anos que se passou por um milionário excêntrico, para chamar a atenção e conseguir um emprego no Google.

O rapaz, que montou uma página na internet com visual semelhante ao da empresa para divulgar seu currículo, obteve sucesso. Mas será que a ousadia funciona para todo mundo?

De acordo com a consultora de planejamento de carreiras da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira, é preciso bom senso na hora de utilizar o marketing pessoal, sobretudo, explica, porque no Brasil as empresas são em geral conservadoras.

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“Para atingir sucesso profissional, é preciso marketing pessoal. Contudo, é importante que a pessoa tenha senso crítico” , diz.

Onde ousar?
De modo geral, observa a consultora, antes de tomar qualquer atitude mais ousada para conseguir um emprego, o candidato deve se atentar às características da empresa. Além disso, ressalta, é necessário tomar cuidado para não ficar com imagem de “marqueteiro”, de quem quer aparecer a qualquer preço.

No que diz respeito às etapas de um processo seletivo, diz ela, o momento mais propício para tentar algo diferente é a dinâmica de grupo.

“O currículo tem que ser mais formal, pois é muito fácil pecar por excesso. Nas redes sociais e na entrevista, vale o mesmo conselho. O candidato que quiser ousar pode fazê-lo, por exemplo, na dinâmica de grupo, não esquecendo, porém, que a atitude deve ser pautada no estilo da empresa”, finaliza.