Carreiras: a demanda por profissionais na era do pré-sal

Feito só será realizado com a disposição e o alinhamento de capital humano qualificado nos mais variados segmentos

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SÃO PAULO – Desenvolver tecnologias que garantam retorno adequado na relação entre a produção e a comercialização do petróleo e gás. Esse, entre muitos outros, será um dos desafios cruciais para a manutenção das riquezas geradas com a perfuração da camada do pré-sal, descoberta em 2006 pela Petrobras.

Contudo, esse feito só será realizado com a disposição e o alinhamento de capital humano qualificado nos mais variados segmentos, o que significa dar sustentação a todo o processo.

Daí surgirão demandas expressivas por pesquisadores, técnicos e gestores capacitados para desenvolver as soluções exigidas: construir e ampliar infraestruturas, operar equipamentos e gerenciar os processos de extração, armazenamento, distribuição e comercialização.

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“Para se ter uma ideia da demanda enorme que haverá por profissionais qualificados, somente a Petrobras deve contratar mais de 200 mil pessoas até 2013, para atender às necessidades do projeto do pré-sal”, afirma o sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil, Marcelo Gonçalves.

Reflexos
De acordo com Gonçalves, além da exploração específica da região do pré-sal e do segmento produtivo de petróleo e gás, inúmeros setores serão estimulados, como a indústria naval, a metalúrgica, a de construção civil e a prestação de serviços.

“Os reflexos dessa demanda serão percebidos também no setor de Educação. Algumas instituições de Ensino Superior já estão a criar novos cursos nas áreas de Engenharia e Química para atender mais especificamente ao segmento petrolífero. Mas vale lembrar que o mercado exigirá ainda profissionais de nível técnico, administradores e gestores para dar suporte ao crescimento geral esperado”, explica o executivo.

Corporativo
Gonçalves sustenta que às empresas que direta ou indiretamente se beneficiarão da exploração do pré-sal cabe planejar seu crescimento e investir desde já na organização ou na contratação de profissionais qualificados.

O mesmo se aplica às instituições de ensino, que precisam avaliar a procura atual e futura de formação para as atividades específicas do setor de petróleo e gás e para as atividades assessórias, se preparando para atender à crescente demanda.

“Aos profissionais e estudantes que pretendem ‘surfar a onda’ do pré-sal, capacitação, qualificação e especialização são as palavras-chave para o breve futuro, quando se espera um mercado ávido por um volume enorme de profissionais”, avalia Gonçalves.

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No entanto, o especialista alerta os profissionais que pensam poder entrar neste mercado sem ter as credenciais exigidas pelas empresas.

“Em um mundo globalizado como o nosso, a importação de mão de obra, em especial aquela altamente especializada, é um dos fatores que será, sem dúvida, ponderado pelos contratantes na hora de formar suas equipes”, conclui.