Carreira: intercâmbio se mostra diferencial importante em momento de crise

A capacidade de se adaptar a novas situações credencia profissional a encarar os desafios da crise

SÃO PAULO – Momentos de crise servem para evidenciar a importância de um intercâmbio cultural na carreira. Com menos recursos para realizar investimentos, as empresas passam a restringir suas atividades, podendo, até mesmo, demitir alguns profissionais. Ficam aqueles com diferenciais.

“A dificuldade na obtenção de um emprego certamente é maior em períodos de recesso econômico e, com isso, a competição se torna bem mais acirrada. É justamente em momentos como este que o profissional que realiza um programa de intercâmbio cultural se destaca no mercado de trabalho”, afirmou o diretor da BEX Intercâmbio do Rio de Janeiro, Claudio Chalom.

Intercâmbio faz diferença no mundo corporativo

De acordo com o diretor, a experiência de viver em outro país proporciona ao profissional conhecer hábitos diferentes. “Abre-se, com isso, uma nova perspectiva de conhecimento e, nesta situação, o intercambista precisa se adaptar a um novo ambiente”, disse Chalom, comparando a adaptação a um país diferente com a adaptação a uma situação difícil, como ocorre em época de crise econômica.

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“Este é um dos motivos que levam os departamentos de Recursos Humanos de diversas empresas brasileiras a levarem em consideração a participação em programas de intercâmbio cultural no exterior na hora de contratar novos profissionais. A adaptação os credencia a encarar desafios corporativos com sucesso”.

Mas é verdade que experiência está mais cara

Ao mesmo tempo em que se coloca a importância do intercâmbio em um momento de crise, cabe ressaltar que aderir à experiência neste período pode pesar mais no bolso do profissional. Atualmente, por exemplo, o dólar está valorizado e fazer uma viagem para fora do País fica mais caro, uma vez que alguns pacotes e a passagem aérea são vendidos por meio da moeda norte-americana.

Porém, o profissional pode driblar esta realidade. “Moedas como o dólar neozelandês e o dólar australiano não tiveram uma valorização significativa em relação ao real nas últimas semanas e, com isso, os programas de intercâmbio para estes países praticamente mantiveram seu custo, mesmo com a valorização do dólar americano”, afirmou o diretor.