Carreira: aposentadoria não significa parar de trabalhar!

Por necessidade financeira ou por não agüentar ficar parado, aposentado quer voltar a trabalhar ou começa a empreender

SÃO PAULO – Seja para ter uma atividade, seja para obter um reforço financeiro, muitos aposentados escolhem não parar de trabalhar. Alguns não agüentam ficar longe dos negócios e voltam à rotina, enquanto outros optam por se transformar em empreendedores.

De acordo com pesquisa realizada pela Fecomercio-RJ, somente na capital do estado, 24,5% das pessoas aposentadas ou que recebem pensão voltam ao mercado de trabalho. O volume dos que voltaram para a mesma área saltou de 45% em 2006 para 48,7% em 2007.

Orçamento

Dentre os aposentados que voltaram às atividades, o número de autônomos subiu de 53,8% em 2006 para 59% este ano. O empreendedorismo ou a volta à empresa foi feita, na maioria das vezes (65,4%), por necessidade. No ano passado, esse motivo foi apontado por 72,5% dos entrevistados.

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A permanência em algum tipo de atividade profissional permitiu que a maioria conseguisse ao menos dobrar o orçamento, o que mostra que as pessoas não estão parando de trabalhar para conseguir mais dinheiro.

Empreenda

Quem ainda tem de pagar contas pode se manter na ativa, por meio do empreendedorismo, desde que respeite o próprio ritmo de trabalho.

Neste caso, em um primeiro momento, você trabalharia mais, já que o dono de uma empresa é quem precisa assinar documentos e correr atrás do necessário para o sucesso. Passado esse tempo, chame alguém de confiança para ajudar. Um negócio de família, por exemplo, divide responsabilidades.

Mas alguns pontos devem ser avaliados, antes de se aventurar em um negócio próprio. Entre eles, estão:

  • A má gestão financeira pode acabar com seu negócio. Dificuldades de calcular preços e descuido com o fluxo de caixa são fatais;
  • É preciso reavaliar constantemente as necessidades do mercado e pesquisar se o seu produto continua atraente aos consumidores;
  • Cuidado com os sobressaltos da conjuntura. Num país de instabilidade econômica, é preciso ter reservas para agüentar recessões, enfrentar perda de renda do consumidor e encarar altas dos juros;
  • Não deixe os problemas pessoais interferirem nos negócios. Empresas de estrutura enxuta podem ser abaladas por problemas com o dono ou com o chefe;
  • A desorganização é um dos fatores que mais colaboram para a derrocada. Jamais misture as contas pessoais com as da empresa.