Cai rendimento de todos os trabalhadores de SP nos últimos seis anos

Em 2006, a média foi de R$ 1.096, o que representou uma queda de 19,9%, se comparada aos R$ 1.369 de 2000

SÃO PAULO – Os trabalhadores da Região Metropolitana de São Paulo não têm o que comemorar, pelo menos nos últimos seis anos. É isso o que mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira (31) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Em 2006 foi registrado um dos menores rendimentos reais da história da pesquisa: média de R$ 1.096. O montante representou uma queda de 19,9%, se comparado aos R$ 1.369 de 2000.

Conforme os institutos, a tendência foi sentida em todos os setores e ramos.

Setor Privado

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No setor privado, a retração média foi de 17,4%, de R$ 1.317 para R$ 1.088.

Analisando de uma maneira segmentada, os mais prejudicados foram os empregados com carteira assinada, cujos salários caíram 18% (de R$ 1.447 para R$ 1.187). Aqueles sem registro perderam 17,1% dos ganhos (de R$ 932 para R$ 773).

Maior e menor

Quem trabalha no setor público também sentiu o salário encurtar – no entanto, em menor proporção que em todos os outros setores. A queda foi de 12,4%, com a média passando de R$ 1.864 para R$ 1.632.

Na outra ponta, a maior redução proporcional foi a dos rendimentos no segmento que aponta os Demais trabalhadores: 28,6%. A média passou de R$ 4.577 para R$ 3.268. Em segundo lugar, vieram os autônomos: -27,6%. Com isso, a média salarial que era de R$ 1.052 em 2000 passou para R$ 762 no ano passado.

Empregadores e empregados

Com os empregadores ganhando menos, fica difícil aumentar o salário dos funcionários. De acordo com a pesquisa, a perda daquele segmento foi de 23,6%, passando da média de R$ 3.716 para R$ 2.840.

Os empregados domésticos, por sua vez, tiveram queda de 15,3% na remuneração: de R$ 496 para R$ 420.