Business plan x personal plan: em primeiro lugar vem você ou a empresa?

"Pare para refletir onde você está e aonde quer chegar. Assim como as empresas, planeje sua vida", diz consultor

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SÃO PAULO – É preciso chamar a atenção para o quanto os profissionais têm se dedicado às suas empresas, levando ao pé da letra o planejamento da organização, e fazendo o possível e o impossível, mas deixando completamente de lado seu plano de vida, de acordo com o consultor da Robert Wong, André Alfaya. “Poucas são as pessoas que têm um planejamento estratégico de suas vidas”, diz ele.

A conseqüência? No final das contas, o profissional atinge as metas. Mas as metas não são dele. “Isso gera uma falsa sensação de alcance dos objetivos”, revela Alfaya. Segundo ele, não por acaso, mesmo se sentindo gratificadas por terem atingido as metas da empresa, muitas pessoas se sentem infelizes.

“Elas sentem um enorme vazio por dentro, porque não buscaram metas ligadas aos seus valores e sonhos, à sua vocação. Ao se dedicarem em demasia à empresa, os profissionais costumam não dar a atenção devida à família, aos amigos, à saúde”. Você já imaginou como se sentiriam esses profissionais, caso fossem demitidos? Certamente, se sentiriam como se o mundo tivesse desabado!

Planeje sua vida

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Você tem na ponta da língua as metas da empresa. Mas, se alguém perguntar que rumo sua vida está tomando, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional, você não sabe responder. Quando muito, tem certeza do que quer para si. Essa história de “deixa a vida me levar” só acaba levando você à infelicidade, acredite!

“Pare para refletir onde você está e aonde quer chegar. Assim como as empresas, planeje sua vida. Tenha metas a atingir. Caso contrário, correrá o risco de ser um infeliz. Mesmo que chegue ao posto de CEO [sigla em inglês para diretor executivo] e tenha um carro importado pode sentir um vazio”, avisa o consultor.

Analise seus sentimentos

O primeiro passo para planejar sua vida é investir no autoconhecimento. Não fique perdido na rotina agitada e pesada que enfrenta todos os dias. Analise o que sente, do que sente falta, pense em como quer estar e onde, daqui a três anos, cinco anos, 20 anos.

Alfaya aconselha que, assim como as empresas, os profissionais devem analisar seus pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças, seus valores e sua missão no mundo. Depois de feito tudo isso, comece a agir. Faça o possível para, no fim da vida, não se sentir arrependido, e, pelo contrário, ter orgulho de tudo que alcançou e fez por si e pelas pessoas ao seu redor.