Brasileiros estão menos confiantes em relação à estabilidade do emprego

As classes A/B e C são as que se sentem mais estáveis em seus postos de trabalho. Já a classe DE é menos confiante

SÃO PAULO – Os brasileiros estão menos confiantes em relação à estabilidade do emprego do que há seis meses. Em julho, 38% se sentiam mais seguros no emprego, contra 26% que afirmaram estar menos seguros.

No mês anterior, este placar era de 41% de mais seguros e 22% de menos seguros. Os dados fazem parte do INC (Índice Nacional de Confiança), realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e divulgado nesta segunda-feira (8).

Classes e regiões
Na análise por classes, os dados revelam que a AB é a que sente mais estabilidade no emprego, com 42% das pessoas que disseram que estão mais seguras do que há seis meses. A classe C vem logo atrás, com 33% de respostas, seguida pela classe DE, com 23% das respostas.

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Por região, os entrevistados mais seguros com o emprego são do Norte/ Centro-Oeste, com as respostas favoráveis atingindo 44%. A seguir, aparecem as regiões Sudeste e Sul, com 37% e 35%, respectivamente. Já no Nordeste, o percentual foi de 24%.

Entre os entrevistados, 28% conhecem alguém que perdeu o emprego por causa das condições da economia nos últimos seis meses. Esses participantes da pesquisa conhecem aproximadamente três pessoas que perderam o emprego.

Futuro
Quando os entrevistados foram perguntados sobre as chances de perder o emprego nos próximos seis meses, 18% consideraram que elas são um pouco ou muito grandes. Outros 36% consideram a chance de ficar desempregado um pouco ou muito pequena e 37% consideram que ela é média.

O Sul do país é a região onde as pessoas mais acreditam na possibilidade de perder o emprego nos próximos meses, com 24% que responderam que as chances são grandes. Porém, 48% acham pequena a possibilidade de perder o emprego.

Nas regiões Norte/Centro-Oeste, 8% acham que as chances de perder o emprego são grandes. No Sudeste e Nordeste, 18% e 17%, respectivamente, acham que são grandes as possibilidades de perderem o emprego nos próximos seis meses.