Brasileiro trabalha duas horas a mais em maio para comprar cesta básica

Jornada exigida subiu de 85 horas e 53 minutos em abril para 88 horas e 21 minutos no mês passado, aponta Dieese

SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em 15 das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em maio, houve aumento de 2 horas e 23 minutos no tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado ao tempo usado em abril.

Enquanto que, em abril, o trabalhador brasileiro que ganha o salário mínimo precisava de 85 horas e 53 minutos, em média, para adquirir produtos essenciais, em maio, a jornada exigida subiu para 88 horas e 21 minutos.

Em maio de 2011, a mesma cesta exigia 95 horas e 16 minutos de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (4).

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Mais tempo de trabalho em São Paulo
No mês passado, São Paulo foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 100 horas e 20 minutos – 2 horas e 16 minutos a mais do que no mês anterior. Em seguida, aparecem Manaus (96 horas e 31 minutos) e Porto Alegre (96 horas e 22 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Aracaju (70 horas e 29 minutos), João Pessoa (79 horas e 55 minutos) e Salvador (80 horas e 44 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em maio, por capital:

PosiçãoCidadeHoras trabalhadas
São Paulo100h20m
Manaus 96h31m
Porto Alegre96h22m
Vitória95h55m
Belo Horizonte93h43m
Rio de Janeiro92h08m
Curitiba90h18m
Florianópolis 90h18m
Brasília89h34m
10ºBelém88h38m
11ºGoiânia87h09m
12ºRecife84h52m
13ºFortaleza82h46m
14ºNatal82h21m
15ºSalvador80h44m
16ºJoão Pessoa79h55m
17ºAracaju 70h29m