Brasileiro fica mais apreensivo com emprego; inflação preocupa menos

Em três meses, a proporção daqueles que acreditam que o desemprego vai aumentar subiu de 63% para 68%

SÃO PAULO – Com o agravamento da crise, mais brasileiros ficaram apreensivos em relação ao seu emprego, acreditando na alta do desemprego, enquanto a proporção daqueles que se preocupam com a alta da inflação caiu, segundo a Pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta sexta-feira (20), em referência ao 1º trimestre de 2009.

Para 68% da população, o desemprego vai aumentar muito ou aumentar. Na apuração realizada em dezembro do ano passado, as mesmas respostas haviam sido dadas por 63% dos entrevistados.

Já o percentual dos que acreditam que os níveis de desemprego irão se manter caiu de 20% para 16%, enquanto, entre as pessoas que acreditam em queda, houve redução de 14% para 12%.

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Nas faixas de maior escolaridade e renda, a preocupação com a redução de postos de trabalho está acima da média: para 76% dos que possuem ensino superior e para 75% dos que recebem mais de 10 salários mínimos por mês, o desemprego vai, no mínimo, aumentar nos próximos seis meses.

Inflação

No quesito inflação, a pesquisa mostrou que o brasileiro continua apreensivo, embora tenha ocorrido um recuo entre os que projetam aumento dos índices de preço.

Entre os que acreditam que a inflação vai aumentar muito, nos próximos seis meses, o índice atingiu 16%, contra 19% verificados no último trimestre do ano passado. Já entre os que creem que a inflação vai aumentar, o percentual passou de 48% para 47%.

Se agrupados os resultados, o contingente de pessoas que esperam maior aumento nos preços nos próximos seis meses passou de 67% para 63%, entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro deste ano. A parcela daqueles que acreditam que a inflação não vai se alterar subiu de 19% para 22%. A proporção dos que indicaram que ela vai cair permaneceu em 9%.

Renda

Se, por um lado, as pessoas ficaram mais pessimistas em relação ao desemprego e um pouco mais otimistas em relação à inflação, as expectativas para a renda se mantiveram.

Segundo a pesquisa, 37% acreditam que a renda pessoal irá aumentar ou aumentar muito, 44% pensam que não haverá mudanças e 13% acreditam que irá diminuir ou diminuir muito.

Nos últimos três meses do ano passado, 13% esperavam por uma queda e 38% acreditavam que a renda pessoal iria aumentar. Outros 41% acreditavam em manutenção da renda.