Brasil foi país latino-americano que mais contratou diretores em 2011

Das contratações de executivos para a posição de direção na América Latina, o Brasil absorveu 57,25% dos profissionais

SÃO PAULO – Embora o Brasil tenha vivido certa instabilidade financeira em 2011, parece que isso não afetou muito a situação do mercado de trabalho. No ano passado, o Brasil foi o país latino-americano que mais contratou profissionais para cargos de direção.

Das contratações de executivos para a posição de direção na América Latina, o Brasil absorveu 57,25% dos profissionais. Em segundo lugar, ficou o México, com 36,86% das contratações, conforme revela uma pesquisa elaborada pela Catenon, multinacional tecnológica de busca global de profissionais.

Argentina, Chile e Venezuela
“O crescimento e a expansão das grandes empresas, nacionais e multinacionais, fazem com que surja uma demanda exponencial por cargos diretivos. É o típico cenário profissional dos países emergentes”, pontua o diretor da Catenon no Brasil, Ignácio Saltor.

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Completando o ranking de países latino-americanos que mais absorveram profissionais para o cargo de diretor, estão Argentina, Chile e Venezuela, mas com volumes de contratações bem inferiores, de 2,75%, 1,96% e 1,18%, respectivamente.

“Capacidade estratégica, conhecimento específico do setor e liderança são as características que as grandes empresas vêm buscando no Brasil”, diz o diretor da Catenon. Entre os setores, de forma geral, o de telecomunicações foi o que mais demandou diretores no ano passado (28,77%).

Em segundo lugar, ficou o setor de serviços (9,6%), seguido por construção (8,2%), finanças (7,5%), tecnologia da informações (6,8%) e mass commodities (6,8%). Em relação às áreas de atuação, Marketing e Negócios foi a que mais demandou profissionais, absorvendo 41,8% de todos os diretores contratados no ano passado.

“Independente da área de atuação ou do segmento de mercado, as empresas hoje estão em busca de executivos que possuam uma visão global dos negócios, com capacidade de negociação e de relacionamento com os mais diferentes players”, finaliza Saltor.