Brasil é o segundo país que mais aumentou contratações em 2011

De acordo com o IBR 2012 da Grant Thornton International, o aumento das contratações no Brasil só ficou atrás da Índia

SÃO PAULO – O ano de 2011 foi positivo para quem estava procurando emprego ou uma nova colocação no mercado de trabalho. Isso porque o bom ano econômico fez com que o Brasil ocupasse a segunda colocação em aumento de contratações no ano passado.

De acordo com o IBR (International Business Report) 2012 da Grant Thornton International, o aumento das contratações no Brasil só ficou atrás da Índia, cuja elevação foi de 62%. Por aqui,  o índice de empregos fechou o ano passado em 56%, montante 31 pontos percentuais superior à média global, de 25%.

Além da economia, o responsável pelo IBR na América Latina, Javier Martinez, atribui o desempenho brasileiro à proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

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“Os resultados são um reflexo do bom ano econômico no Brasil. A proximidade dos megaeventos e os projetos de infraestrutura foram fatores que estimularam as contratações. Além disso, temos perspectivas favoráveis para a economia que reforçam a confiança do empresariado para continuar nesse mesmo caminho em 2012”.

Contratações
No que diz respeito às contratações, o levantamento, que engloba mais de 11.500 empresas privadas em 40 países, aponta que o país foi o décimo que mais contratou no ano passado, com 40% dos empresários consultados contratando. Índia (67%), Vietnã (52%), Turquia (51%) e Argentina (48%), nesta ordem, foram os países onde as empresas mais contrataram em 2011.

Em contrapartida, Grécia (-33%), Espanha (-16%) Holanda (-4%) e Irlanda (-4%) estão entre os países cujos empresários diminuíram o ritmo de contratação no ano passado.

Regionalmente, o grupo dos países europeus em crise – Portugal, Itália, Grécia e Espanha – foram os que apresentaram o menor percentual de empresários contratando: -22%. Os países do Bric (Brasil, China, Rússia e Índia), com 45%, a América Latina, com 42%, e a Apac (Ásia- Pacífico), exceto Japão, com 41%, foram os maiores contratadores em 2011.