RADAR INFOMONEY Por que o Santander surpreendeu o mercado? Veja as perspectivas para as ações dos bancos

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[Braduni] Trabalhar por conta própria virou tendência; conheça os prós e os contras

Dinâmica do mercado de trabalho mudou. Vez ou outra, ouvimos alguém falar da importância de ser empreendedor

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Os jovens não estão mais em busca de um emprego invejável, mas de um bom trabalho. Parece que estamos falando da mesma coisa? Pois acredite: trabalho não é sinônimo de emprego. A dinâmica da economia mudou e, com ela, o mercado de trabalho. É por isso que, vez por outra, ouvimos alguém falar da importância de ser empreendedor. E o que isso significa?

Está escrito no dicionário Michaelis que empreendedor é adjetivo dado aquele “que empreende, que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do comum, que é ativo e arrojado”, ou um substantivo masculino que designa “aquele que empreende, aquele que toma a seu cargo uma empresa”.

Podemos concluir que empreendedor não é apenas aquela pessoa que dirige o próprio negócio, mas também quem se arrisca e, diferentemente do que faz a maioria dos profissionais, busca uma maneira inusitada de realizar as coisas, de trabalhar. Isso significa que o prestador de serviços e os autônomos são tão empreendedores quanto os empresários.

Atitude empreendedora para sobreviver

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Ter uma atitude empreendedora é essencial nos dias de hoje, quando o mercado cada vez mais é protagonista de uma redução das formas tradicionais de trabalho, por uma necessidade de redução de custos nas empresas.

Os jovens precisam sair da faculdade preparados para buscar fontes alternativas de renda. É possível que eles encontrem dificuldade para conquista do emprego formal, mas certamente irão se deparar com muito, muito trabalho!

Em muitas universidades, essa importância de empreender é um conhecimento que passa dos professores aos alunos. Por exemplo, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo/SP, os alunos do curso de Design têm aulas de empreendedorismo, enquanto os estudantes de Moda aprendem sobre administração em marketing.

Já os aspirantes a arquiteto, atualmente, aprendem mais do que simplesmente desenhar. Eles aprendem a administrar projetos, o que inclui a compra dos materiais; a contratação da mão-de-obra; o conhecimento da legislação, tendo em vista o plano diretor urbano de cada município; e a administração do dinheiro que dispõem para a obra.

Prós e contras de trabalhar por conta própria

Existem vantagens e desvantagens de trabalhar por conta própria, mas isso depende das características de cada um. Para tomar uma decisão, é importante colocar tudo na balança!

Por exemplo: quem trabalha em uma empresa precisa cumprir horário e, geralmente, não pode chegar atrasado. Para alguns, isso é péssimo, para outros, é fantástico.

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“Algumas pessoas têm mais disposição para trabalhar com autonomia e liberdade, porque administram melhor seu tempo quando não há regras rígidas”, explica o supervisor acadêmico do Centro Universitário Belas Artes, Alexandre Estolano.

Existem, porém, aqueles que não possuem autodisciplina suficiente e se perdem quando ninguém mostra o que deve ser feito e em qual prazo. Imagine uma pessoa que trabalha em casa e, aproveitando-se disso, acorda na hora do almoço, depois vai ao cinema e, somente à noite, se lembra do projeto que precisa entregar no dia seguinte!

Dicas para trabalhar em casa

O lado bom de trabalhar em casa, sem dúvida alguma, é a qualidade de vida. Perde-se menos tempo no trânsito. Com isso, o profissional acaba tendo mais tempo para fazer academia, sair com os amigos, estudar e ficar com a família. A gerente de clima organizacional e diversidade da IBM Brasil, Fabiana Galetol, conta que, na IBM, 600 funcionários já trabalham em home-office.

“Quem trabalha em casa se dispersa menos, produz mais, tem mais tempo para cuidar de si e passa menos estresse”, diz. Mas, para dar certo, uma dica é conscientizar os familiares da importância de não atrapalhar com interrupções a todo o momento.

Além disso, é válido ter uma linha telefônica apenas para trabalhar e não ficar atendendo ao telefone de casa, para não perder o foco. Resista à tentação de tirar um cochilo após o almoço ou deixar a televisão ligada.

Mais vantagens e desvantagens

A falta do convívio com outras pessoas é, certamente, um ponto negativo para acrescentar na balança. Há ainda os casos daqueles que trabalham melhor quando têm à sua disposição os melhores recursos tecnológicos, aparatos caros que somente uma grande empresa pode comprar.

Outra desvantagem seria a falta de uma equipe para discutir. “Vamos supor que um designer precisa fazer o desenho de um produto. Ele pode se sair melhor ao discutir suas idéias com os profissionais do departamento de marketing da empresa”, exemplifica o supervisor acadêmico.

Contatos

Um profissional liberal somente sobrevive com as próprias pernas quando tem clientes. Porém, para conseguir captá-los, ele precisa ter contatos. Provavelmente, você já ouviu falar da importância da rede de relacionamentos quando o assunto é carreira.

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Tendo isso em mente, alguém que nunca trabalhou em empresa alguma e, portanto, é desconhecido no mercado, pode ter dificuldade de conseguir clientes. Essa é a principal barreira aos profissionais liberais, como advogados, arquitetos e psicólogos.

“Trabalhar como autônomo ou abrir uma empresa com pouca experiência é um caminho mais difícil, mas não é impossível. Se o profissional sai da faculdade, já emenda uma pós-graduação ou viaja para fazer pesquisas e estudar e participa de eventos, é possível que ele consiga, aos poucos, conquistar sua própria carteira de clientes.”

Quanto à remuneração, não existe uma regra. Alguns ganham mais com a própria empresa, enquanto outros conseguem colocação em uma grande organização, que paga bons salários e oferece uma série de benefícios.