[Braduni] O que é melhor para sua carreira: vários estágios ou se firmar em uma única empresa?

Desde os tempos da faculdade, os profissionais direcionam suas carreiras, de forma consciente ou não. Pense nisso!

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Quando se está na faculdade, o maior desejo é poder colocar logo em prática toda a teoria aprendida: trabalhar na área escolhida é o foco, sem dúvida.

No entanto, começa aí um grande dilema. O que será que conta mais pontos em seu currículo, sobretudo quando concluir o curso universitário. Ter passado por vários estágios em diferentes empresas ou ter estagiado numa única, mas importante, companhia?

Para alguns, a pergunta pode parecer complicada demais de responder, para outros, apenas uma questão corriqueira, quase um detalhe. Mas ela é bastante séria! Isso porque, desde os tempos da faculdade, os profissionais acabam direcionando suas carreiras, de forma consciente ou não.

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Ao abrir vagas para recém-formados, as empresas costumam impor diversas condições: desejam experiência naquele ramo específico, de forma que muitos candidatos são excluídos logo na triagem de currículos. Em outras palavras, a experiência obtida em estágios pode ser determinante.

Cada caso, um caso

A coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), Evelyn Lemos, afirma que não há uma resposta certa para o dilema. “Não tem o melhor a fazer e o pior. As pessoas têm objetivos diferentes”. Ela cita o exemplo de estudantes que já entram na faculdade sabendo muito bem o que querem.

“Por exemplo, um aluno de engenharia de produção pode seguir tanto a área financeira quanto a industrial. Supondo que alguém da família já trabalhe na área industrial, de forma que ele a conheça bem, fica mais fácil escolher o que fazer e dar um foco à carreira”.

Mas nem sempre é tão simples identificar uma trajetória. Neste caso, se tiver a oportunidade de passar por diversos departamentos da empresa, aproveite. “O estágio é uma forma de o estudante lapidar seu talento”. Cada empresa pela qual ele passar deve agregar conhecimento.

Desta maneira, é válido descartar as empresas que não dão muita chance de aprendizado, não oferecem novos desafios com freqüência e não dão a chance de inserção em projetos diferentes.

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É importante lembrar também que o estágio não é a única fonte de conhecimento para o aluno. A própria faculdade oferece uma série de atividades que propiciam o contato com o mercado de trabalho, como os laboratórios experimentais, as empresas juniores, as semanas voltadas para a profissão (Semana da Engenharia e Semana da Administração, etc.) e palestras com pessoas da área.

O que se deve alcançar com o estágio?

O importante mesmo é fazer estágio em um lugar que goste, onde as atividades desenvolvidas tenham a ver com você, com sua área de interesse, e o mais importante: em uma empresa onde suas competências e talentos possam ser desenvolvidos. Desta maneira, fica mais fácil decidir o que fazer depois de formado.

Se, por acaso, você conseguiu um estágio, mas não está gostando do que faz, antes de se demitir, dê uma chance à empresa e converse com seu chefe. Conte, de forma sincera, que sua atuação não corresponde às expectativas e sonhos. De repente, ele pode te transferir para outra área ou até mesmo indicá-lo a um parceiro ou fornecedor.

Quando é hora de sair? “Quando o trabalho não der mais o friozinho na barriga que dava antes, quando o estágio se torna rotineiro e tedioso, quando sentir que a empresa não está agregando mais”, finaliza Evelyn.

De galho em galho?

Mas, na ânsia de acumular experiência, muito cuidado! Nada de ficar pulando de galho em galho, por meio de estágios curtos em empresas diferentes.

Essa estratégia de mudar rapidamente de emprego pode dar a impressão de instabilidade ao recrutador. Pense: se você tivesse que escolher alguém para uma vaga em sua empresa, optaria por um candidato que passasse quatro, seis meses em cada emprego?