BC teme que aquecimento do mercado de trabalho eleve inflação

Isso porque esse aquecimento pode obrigar a aumentos nominais de salário, que seriam repassados aos preços

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SÃO PAULO – Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central aponta que, do lado doméstico, um fator de risco vem, entre outros fatores, do mercado de trabalho, o que pode se agravar pela presença de mecanismos que favorecem a inflação.

De acordo com o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, quando há um determinado aumento real de salário e isso não é acompanhado por um aumento de produtividade, ao longo do tempo, há duas soluções para o ajuste, sendo elas a redução da margem de lucro ou o aumento de preços.

Para Araújo, a preocupação é que o aquecimento do mercado de trabalho passe a obrigar aumentos nominais de salário em níveis que não sejam compatíveis com o crescimento de produtividade e esses sejam repassados aos preços, segundo a Agência Brasil.

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Relatório
O Relatório de Inflação do terceiro trimestre  mostra uma estimativa de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 5% este ano.

O índice está 0,4 ponto percentual abaixo do registrado no relatório anterior, divulgado em junho. Técnicos do Banco Central esperam para 2011 uma inflação de 4,6% pelo mesmo índice.

O Banco Central manteve a perspectiva de crescimento da economia em 2010. A projeção estimada de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ficou em 7,3%, mesma estimativa registrada no relatório do segundo trimestre.