Bancos: remuneração média dos contratados está entre dois e três salários mínimos

Segundo pesquisa, a remuneração das mulheres, tanto das admitidas como a das desligadas, é inferior à dos profissionais

SÃO PAULO – No primeiro trimestre deste ano, a remuneração média dos profissionais contratados para trabalhar nos bancos foi entre dois e três salários mínimos. Aproximadamente, 65% das 15.798 admissões estavam concentradas nesta faixa salarial.

Os dados fazem parte da 9ª Pesquisa de Emprego Bancário feita pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (25), a remuneração média dos admitidos nos três primeiros meses do ano foi de R$ 2.330,25 e a dos desligados foi de R$ 4.086,32. Dessa maneira, a diferença foi 42,97%. Na comparação com a pesquisa do ano passado, os dados indicam uma elevação de cinco pontos percentuais, já que na época a diferença era de 37,57%.

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Gênero
Na análise por gênero, o estudo revela que a remuneração das mulheres, tanto das admitidas como a das desligadas, é inferior à dos homens.

No primeiro trimestre, as mulheres demitidas saíram do banco com rendimento médio de R$ 3.410,41, valor 27,41% inferior ao dos homens, de R$ 4.697,90. Elas começaram a trabalhar ganhando, em média, R$ 2.004,21, enquanto os homens recebem em média R$ 2.639,32, uma diferença de 24,06%.

Motivos dos desligamentos
Em relação aos desligamentos, nos primeiros meses do ano, foram 8.947. Os pedidos de demissão representam 50,96% dos desligamentos, enquanto 42,91% tiveram desligamento por demissão sem justa causa.

Além destes motivos, destacam-se desligamento por justa causa (2,72%), por aposentadoria (1,69%), término de contrato (0,86%), por morte (0,64%) e término de contrato de trabalho por prazo determinado (0,23%).

“Esses novos dados reforçam as denúncias que a Contraf-CUT, federações e sindicatos vêm fazendo. Cada vez mais trabalhadores não aguentam o assédio moral e a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, que provocam condições insustentáveis de trabalho”, finaliza o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.