Brasil

Bancos privados demitiram mais de 7 mil até setembro

Até o final do ano, este número deve aumentar, já que segundo o estudo, em dezembro, o Santander demitiu mais de 2 mil pessoas

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SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pela Confraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) revelou que os bancos privados (Bradesco, Itaú, Santander, HSBC BNK e Citibank) fecharam 7.286 postos de trabalho de janeiro a setembro.

Até o final do ano, este número deve aumentar, já que segundo o estudo, em dezembro, o Santander demitiu mais de 2 mil pessoas.

Ao analisar o sistema financeiro nacional, incluindo os bancos públicos, os dados apontam que até o nono mês do ano foram gerados apenas 2.876, o que representa uma queda de 84,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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“A sociedade brasileira não pode aceitar que os bancos privados, que são o setor mais rentável da economia, boicotem os esforços do governo e dos outros setores de incentivar o crescimento econômico, a geração de emprego e a inclusão social, disse o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Ele acrescenta ainda que é inaceitável que os trabalhadores paguem a conta desses ajustes dos bancos para manter os seus lucros e “continuar se apropriando da renda do País, graças à cobrança dos spreads, juros e tarifas mais altos do planeta”.

Salários
Ao analisar os salários, o levantamento indica que a remuneração média dos trabalhadores admitidos foi de R$ 2.693,79 e a dos desligados de R$ 4.390,87 nos primeiros três trimestres – uma diferença de 38,65%.

A média salarial das bancárias desligadas é de R$ 3.759,23, 24,5% inferior à dos bancários que é de R$ 4.978,38. As mulheres já entram nos bancos ganhando menos que os homens. O salário médio delas, no ingresso, é de R$ 2.322,88 e o dos homens de R$ 3.031,86 – uma diferença de 23,4%.