Autoconhecimento é fundamental para o trabalho em equipe, diz especialista

É necessário que os profissionais se respeitem e entendam que as diferenças são positivas para o desenvolvimento do trabalho

SÃO PAULO – Uma das preocupações atuais das empresas é ter uma equipe de profissionais diversificada. Ter colaboradores que pensam e agem de maneira diferente estimula a criatividade e a inovação, fatores considerados fundamentais para que os negócios sejam competitivos no mercado.

Entretanto, não basta apenas que estas pessoas trabalhem juntas. É necessário que os profissionais se respeitem e entendam que as diferenças são positivas para o desenvolvimento do trabalho. É o que afirma o consultor da Muttare, Daniel Maldaner.

O especialista explica que o trabalho em equipe exige que o profissional se conheça. Ele aconselha que uma maneira de trabalhar o autoconhecimento é questionar a si próprio, para entender quais são as razões que levam a um comportamento não adequado, que prejudicam o desenvolvimento do trabalho.

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“É importante se perguntar: O que eu vejo nas outras pessoas que me incomoda? Quando uma opinião divergente é colocada em discussão qual é a minha reação? Por que em determinada situação eu tive raiva? São questionamentos necessários”, explica.

Trabalho em equipe
Para Maldaner, entender como os profissionais reagem às situações é fundamental para o trabalho em equipe, pois dependendo de como um colega age ou responde, ele pode acabar com as ideias e a capacidade de pensar do outro.

“Dizer eu não concordo com você é a mesma coisa de falar que a minha ideia é melhor do que a sua. O ideal é que a pessoa consiga enxergar que a visão do outro não é errada, mas sim, diferente”, afirma.

De acordo com o consultor, nas empresas onde os funcionários não conseguem entender este conceito, o trabalho se torna desmotivador.

Papel do líder
Mas não basta apenas o autoconhecimento, o gestor tem um papel fundamental neste processo. Segundo o especialista, cabe a ele avaliar como as relações de trabalho estão sendo construídas entre a sua equipe.

Além disso, ele tem de saber orientar o profissional que não sabe trabalhar em conjunto, por meio de feedbacks e outros tipos de ferramentas.

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“Dentro das empresas, o que notamos é a famosa ‘lavação de roupa suja’. Colocar os profissionais frente a frente para debater e tentar diminuir a tensão não funciona. Não adianta tentar esvaziar o copo quando ele está para transbordar”, ressalta. Maldaner acredita que o trabalho tem de ser diário e cabe ao líder, juntamente com os seus profissionais, trabalhar para que as relações sejam saudáveis.