Auditores aprovam greve; IR e investigação serão comprometidos

Os profissionais querem reajuste salarial de 38,46%, de R$ 13 mil para R$ 18 mil mensais. Paralisação deve ocorrer dia 18

SÃO PAULO – Auditores da Receita Federal aprovaram, na última terça-feira (11), em assembléia nacional, o início de uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (18). Segundo o Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), a apuração ainda não havia sido concluída na manhã desta quarta-feira (12), mas a fatia de 90% dos votos a favor da paralisação tornava impossível outro placar.

Caso não haja acordo com o Governo, o resultado será menos profissionais disponíveis para o atendimento ao contribuinte com dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda, confusão na entrada e saída de pessoas do País – porque o corpo de atendentes cairá para 30% do total -, entrave nas investigações do Fisco, que abriu inquérito contra 37 mil pessoas suspeitas de sonegação do IR e, por fim, complicações no comércio exterior.

Atendimento

Para o Unafisco, o menor prejuízo será com relação ao atendimento de dúvidas do IR, porque as 73 delegacias sindicais que existem em todo o Brasil serão responsáveis pelo serviço.

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Os profissionais querem reajuste salarial de 38,46%, de R$ 13 mil para R$ 18 mil mensais – equiparando-se, assim, ao valor recebido pelos delegados da Polícia Federal.

Fim da CPMF

Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, Governo e representantes do Unafisco vão se encontrar durante a tarde para mais negociações. A promessa de reajuste veio no ano passado, mas foi deixada de lado após o Senado barrar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que neste ano renderia R$ 40 bilhões aos cofres públicos.

Atualmente, a Receita possui 12 mil auditores ativos, dos quais 90% estão em estágio avançado de carreira, com salário médio de R$ 13,3 mil.