Auditor interno: planejamento estratégico é decisivo para carreira

Pesquisa releva ainda que, para mais da metade deles, boa apresentação em público também é essencial para ascensão

SÃO PAULO – Mais da metade dos auditores internos entende que o planejamento estratégico e a boa apresentação em público são relevantes para a ascensão na carreira.

Os dados são de pesquisa inédita sobre os rumos da atividade no Brasil, realizada pela consultoria em gerenciamento de risco Protiviti e o Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Mais de 200 profissionais participaram da pesquisa, realizada entre novembro de 2009 e abril deste ano.

O auditor interno presta ajuda à administração da empresa, visando minimizar as probabilidades de fraudes, erros ou práticas ineficazes.

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Atividade
Em relação às atividades, a pesquisa mostrou uma preocupação com a evolução e aprimoramento de conhecimento de técnicas usadas no ambiente de tecnologia e segurança da informação.

Para se ter uma ideia, 65% dos entrevistados com cargos de diretores consideram a questão da segurança da informação (ISO 27000) como um dos pontos que mais necessita ser melhorado entre os auditores internos do Brasil.

“Com a expansão dos canais de comunicação, as informações se espalham com enorme velocidade e as empresas tornam-se cada vez mais expostas. Conseguir atuar em ambientes seguros ainda é um grande desafio para os profissionais”, disse o sócio-diretor da Protiviti Brasil, Waldemir Bulla.

Ainda em relação à segurança, cerca de metade dos entrevistados enxerga que é preciso aprimorar as ferramentas de prevenção a fraudes, por meio de programas tecnológicos.

Normas internacionais
Os auditores internos ainda disseram que existe a necessidade de aperfeiçoamento em temas relacionados à governança corporativa e em como a organização gerencia os riscos de fraudes, assuntos abordados nas mudanças implementadas pelo IIA Global (Institute of Internal Auditors) em 2009.

“O auditor interno tem um papel fundamental na avaliação dos processos de gestão de risco e governança corporativa, incluindo a avaliação do risco de ocorrência de fraudes nas empresas”, destaca o presidente do IIA Brasil, Oswaldo Basile.