Atividade física: profissionais esportistas ganham mais, revela estudo

Levantamento confirma que obesidade tem um efeito bastante negativo na remuneração dos profissionais

SÃO PAULO – O que mais existe no mercado de trabalho são diferenças salariais entre sexos, faixas etárias e campo de atuação. Agora, um estudo descobriu que a frequência com que o profissional faz atividades físicas também o faz melhor ou pior remunerado.

O estudo foi publicado pelo Journal of Labor Research e realizado pelo professor Vasilios Kosteas da Cleveland State University. Entre as estatísticas apresentadas, é possível observar que os salários semanais variam bastante entre os diversos perfis de “profissionais esportistas”.

Metodologia e descobertas
A frequência das atividades foi classificada como ‘nunca’, ‘raramente’, ‘pouca frequência’, ‘moderadamente’ e ‘frequente’. De ponta a ponta, observamos que quem nunca se exercita ganha, em média, 621 dólares. Já quem se exercita frequentemente ganha, em média, 983 dólares semanais. Diferença de 58%.

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De acordo com a metodologia do estudo, se exercitar raramente é o mesmo que praticar esportes menos de uma vez ao mês. Com pouca frequência significa de uma a três vezes ao mês, moderadamente de uma a duas vezes por semana e frequentemente é o mesmo que praticar esportes mais de três vezes por semana.

Além da diferença constata entre os profissionais que se exercitam e os que não, o estudo também revelou as diferenças entre os sexos. Estatisticamente os homens ganham – significativamente – mais que as mulheres, apesar de que o sexo masculino é muito mais propenso a ser incluído na categoria de profissionais obesos.

O estudo ainda confirmou o que levantamentos anteriores já indicavam, de que a obesidade tem um efeito bastante negativo na remuneração dos profissionais. Por fim, afirma que quanto mais frequente a intensidade das atividades físicas, mais diferenças salariais são observadas.