Assistente social ganha espaço nas empresas

Segundo consultora, esses profissionais podem ajudar no desenvolvimento de projetos sociais internos ou externos, além de auxiliar na gestão de pessoas

SÃO PAULO – Geralmente, ao se falar das atividades feitas por um assistente social, as pessoas logo destacam que esses profissionais trabalham em escolas, serviços ligados à Justiça ou em áreas da saúde. Entretanto, este profissional pode desenvolver o seu trabalho em organizações empresariais, sejam elas públicas ou privadas.

“Atualmente, uma das principais preocupações das empresas é desenvolver práticas sustentáveis. Para ser sustentável, uma empresa precisa ter crescimento econômico, mas pensando no meio ambiente e na sociedade. Logo, o assistente social pode contribuir com o desenvolvimento de projetos sociais, sejam eles internos ou externos”, explica a consultora especializada em Consultoria Organizacional do Idort-SP, Jorgete Leite Lemos.

A consultora destaca ainda que o assistente social pode atuar de forma integrada com os demais processos de gestão de pessoas de uma organização empresarial. “Ele pode auxiliar o RH (Recursos Humanos) nos processos de gestão de pessoas desde a atração, retenção, engajamento à transição de talentos”.

Gestão de pessoas e assistente social

Outra atribuição desse profissional, dentro da gestão de pessoas, é contribuir para o desenvolvimento da competência comportamental da equipe. “O assistente social pode orientar o desenvolvimento da competência comportamental das pessoas, em todos os níveis na organização, indicando-as a importância de escutar as opiniões dos colegas de trabalho e o comportamento adequado que esses profissionais devem ter no ambiente corporativo”.

Em algumas instituições, além de atuar nesses ramos, o assistente social pode também ser o responsável por administrar os planos de benefícios. “Neste caso, o profissional define a política de bem-estar para os colaboradores da empresa, da atração à preparação para a transição de carreira, seja por meio de uma promoção interna, transferência ou em processos de aposentadoria”.

Jorgete afirma ainda que, apesar de não ser um trabalho muito divulgado, é comum a presença de assistentes sociais em organizações empresariais. Quando estas não disponibilizam recursos financeiros para manter um vínculo empregatício com esse profissional, elas contratam um serviço de consultoria.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para os profissionais em empresas é muito promissor, já que diversas empresas estão adotando a causa sustentável. Neste caso, um profissional pode ganhar entre R$ 3 mil a R$ 4 mil, segundo pesquisas de mercado apresentadas, semanalmente, pelos jornais impressos, em São Paulo.

Mas, para conseguir esse tipo de trabalho, Jorgete afirma que o profissional precisa ter a graduação em serviço social e, se possível, uma pós-graduação, de preferência em administração de recursos humanos.