Artes Plásticas: sensibilidade aliada ao poder de criação

Além da criatividade, o profissional precisa ter embasamento teórico e técnico suficiente para decolar em sua carreira

SÃO PAULO – É muito comum relacionar o artista plástico à imagem do profissional criativo e livre, que tem, através do seu trabalho, a possibilidade de expor suas emoções.

Como ponto de partida, pode-se dizer que a idéia é correta. Entretanto, o engano será bastante grande se as artes plásticas forem resumidas apenas a isso.

Com o avanço da tecnologia, esta é uma das carreiras que têm garantido novo espaço. Como sempre, porém, destaca-se o profissional capacitado, que conseguir aliar sua sensibilidade e poder de criação à técnica.

Manifestação da arte

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Diante de tantos recursos tecnológicos, que evidenciam o apelo visual, o artista plástico tem novos caminhos a trilhar. Se antes a profissão se resumia à criação de desenhos, pinturas, gravuras, colagens e até mesmo esculturas, hoje diversos programas de computação proporcionam ao profissional novas formas de expandir suas idéias e criar com ainda mais liberdade.

É importante dizer que, para lidar com estes novos recursos, conhecimento é fundamental. Assim como são pré-requisitos para o sucesso do artista plástico a iniciativa, flexibilidade, curiosidade, imaginação e senso estético.

Conhecedor de tendências e de técnicas específicas, o profissional deve ainda reunir uma boa bagagem cultural, conhecendo história da arte, obras imortais, que lhe darão embasamento para a criação do seu estilo e segurança para que possa vencer seus desafios no dia-a-dia do trabalho.

Qual a trajetória a seguir?

O artista plástico tem várias possibilidades de atuação em sua carreira, que serão seguidas de acordo com o seu perfil. Caso opte pelo bacharelado, será capacitado no aspecto técnico e teórico para desenvolver seu trabalho individualmente.

Já quem segue o caminho da licenciatura estará habilitado a dar aulas como professor de educação artística.

Partindo pela opção do trabalho individual, o artista plástico poderá seguir a área da pintura e desenho, na qual, com a utilização de lápis, tinta, aquarela, pastel, esmalte, cera ou outros materiais, representará suas formas e criações em papel, telas, paredes e painéis, por exemplo.

Para os que têm a aptidão para criar formas tridimensionais, existe o campo da escultura, em que poderá trabalhar com metais, argila, pedra, madeira, gesso e outros mais.

Onde trabalhar?

Além das aulas em instituições voltadas ao ensino fundamental e médio – para os que optarem pela licenciatura – , os profissionais de artes plásticas que escolherem o caminho do bacharelado poderão atuar em agências de publicidade (na parte de criação, explorando o avanço do setor de multimídia) e editoras (ilustração) .

As indústrias oferecem boas opções na área de design. O profissional pode ainda atuar em museus e galerias de arte, seja para a exposição de suas obras ou mesmo para a organização de eventos e projetos voltados à disseminação das artes no País.

Outros artistas plásticos optam por trabalhar em publicações especializadas na área, seja para atuarem na crítica de arte ou no desenvolvimento de pesquisas específicas.

Faculdade: eis a questão

Se você optar pela faculdade de Artes Plásticas, poderá um dia ouvir de alguém que não é preciso seguir um curso específico para ser um artista. Engano! É importante destacar que, em todas as áreas de atuação, sai na frente aquele que conseguir aliar conhecimento teórico e prático às suas qualidades.

Conquistar espaço no mercado de trabalho torna-se uma missão cada vez mais complexa, por isso é importante se preparar da melhor forma possível para encará-lo com segurança.

O curso de artes plásticas tem em média quatro anos de duração. Na grande maioria dos exames de vestibular, o candidato passa por provas de aptidão.

Durante a faculdade o aluno terá contato com disciplinas mais práticas, como desenho, pintura, gravura, fotografia, vídeo, cerâmica e escultura. Mas terá que encarar também a teoria, responsável pelo seu embasamento, reunindo disciplinas como história da arte, estética, sociologia e psicologia da arte. A partir do terceiro ano, em média, o estudante passa a pensar em sua monografia de conclusão do curso.

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