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Analisando ações: como fazer trades se você tem pouco tempo para operar

“Apagão de talento” faz cair tempo de recolocação de média gerência

Eles ficam cerca de cinco meses desempregados, já que há muitas ofertas no mercado para esse tipo de profissional

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SÃO PAULO – Em meio a um cenário de “apagão de talentos” no mercado de trabalho, no qual as empresas buscam pessoas bem qualificadas e a oferta é de poucos profissionais com este perfil, os executivos de média e alta gerência levam, em média, cinco meses para conseguir uma recolocação.

Segundo pesquisa realizada pela Korum Transição de Carreira, o tempo de recolocação para um profissional qualificado está caindo, tendo em vista que há cinco anos eles ficavam desempregados por um período médio de 13 meses. Para o diretor da Korum, Márcio Brasil, a rapidez em encontrar um emprego se dá pela maior preocupação em planejar a carreira.

Hoje, segundo ele, os profissionais estão investindo mais em uma boa formação, em um segundo idioma e em educação continuada.

Qualificação

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Mesmo com o maior investimento dos profissionais, o diretor ainda disse que sobram vagas e faltam profissionais qualificados no mercado de trabalho: com inglês avançado e fluente e dispostos a mudar de cidade. “O mercado está saturado de profissionais desqualificados”, afirmou.

Na análise entre os setores empresariais, os dados mostraram que engenharia, indústria de manufatura, construção civil, alta tecnologia e agronegócios são onde há maior demanda pelo profissional de nível gerencial. Em termos de oportunidades, alimentação e couro deixam a desejar.

A dica que o diretor dá, para quem pretende se recolocar com rapidez, é ter uma boa rede de contatos, mais conhecida como networking, e se preocupar com o marketing pessoal.

Condição contrária

Se, para a média e alta gerência, há muitas vagas disponíveis, para os profissionais de primeira linha, o cenário é contrário. Isso acontece porque as empresas estão desligando altos executivos em proporção maior do que contratando. “Existem menos vagas e oferta maior de profissionais, em função de reestruturação, fusões e compras”, disse.