Alternativa ao desemprego: aposte na profissão personal

Eles passeiam com cachorros, levam as crianças ao médico e escolhem vinhos; veja quanto cobram e a rotina destes profissionais autônomos

SÃO PAULO – Com tantas atividades no trabalho e pouco tempo disponível, as tarefas em casa ficam em segundo plano para as pessoas. Passear com os cachorros, levar as crianças ao médico ou arrumar o armário parecem missões difíceis de serem cumpridas. Diante deste cenário, surge uma nova profissão: o personal, que pode ser uma alternativa ao desemprego.

O trabalho do personal assistant, uma categoria de personal, por exemplo, pode ser definido de maneira simples: “faz qualquer coisa que a pessoa não tem tempo de fazer”, disse a proprietária da Help Personal Assistant, Heloísa Sundfeld.

Como o trabalho é autônomo, o salário varia bastante. Em geral, cada serviço prestado custa em torno de R$ 50 a hora. Quando é um serviço grande, porém, existe um pacote fechado.

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De acordo com Heloísa, existem muitas pessoas interessadas em exercer esse trabalho, mas geralmente são aquelas que estão desempregadas. “Não é: vou largar meu emprego para viver disso. É perigoso. Os clientes não vão cair do céu. Para quem gosta e está desempregado, vale a pena”. afirmou.

Realidade da profissão

O trabalho não tem rotina. De manhã, a pessoa está em um lugar e à noite, em outro. Por isso, para arriscar se transformar em um personal assistant, é preciso ser dinâmico. Dentre outras dicas dadas por Heloísa, estão gostar do tipo de serviço que presta e, principalmente, conhecer o que está fazendo. “Não adianta falar que vai fazer, se não sabe como é o serviço“, afirmou.

Além disso, é preciso saber lidar com pessoas de todos os tipos e classes sociais. Também são requisitos ter bom humor, para transmitir empatia e poder conquistar clientes, além de um item que ajuda bastante: o carro, que permite visitar a casa dos clientes e comprar os materiais necessários para realizar o trabalho.

Outro ponto que a pessoa deve entender é que o trabalho de autônomo é sazonal. Se, em um mês, pode-se ganhar bastante, em outros, os serviços podem ser escassos. “Nas férias, normalmente o pessoal viaja e não quer saber de mudanças e reformas”, disse.

Tipos de personal

Outra atividade é passear com o cachorro de outras pessoas. Cláudio Rotemberg, da Luke Dog Walker, leva de 20 a 30 cachorros a uma praça diariamente, para que eles possam brincar, com seis funcionários que tomam conta. Dois passeios por semana custam R$ 160 por mês. Caminhadas individuais têm o custo de R$ 20 a hora.

“As mulheres nos procuram mais. Elas querem que o cachorro passeie. Já os homens preferem o adestramento”, disse ao Diário do Comércio, periódico da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Ainda existe o profissional que ajuda as pessoas a escolher vinhos. O personal winer ensina como rechear a adega com o perfil e o estilo do consumidor. O preço do serviço vai depender do tipo de vinho escolhido. Para entrar neste ramo, porém, é preciso passar por um processo de especialização no assunto.