Aconselhamento de carreira retém mulheres em empresas, diz pesquisa

Dados mostram ainda elas dão nota 5,3, em uma escala de zero a dez, ao quadro de benefícios de suas empresas atuais

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SÃO PAULO – O aconselhamento de carreira é o principal fator que retém uma mulher na empresa. Em pesquisa realizada pela Sophia Mind, 63% das 465 entrevistadas deram essa resposta.

Porém, os demais lugares na lista do que retém as mulheres são ocupados por itens diferenciados. Entre as que não têm filhos, 59% ainda citaram plano definido de cargos e salário, enquanto 50% disseram stock option (opções em ações) e 47%, ter prioridade no recrutamento interno.

Entre as mamães, sala de aleitamento (54%), berçário (50%), programas sociais e ambientais (49%) e a possibilidade de trabalhar em casa (41%) são os itens considerados para ficar em uma empresa.

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Quando analisado o quadro de benefícios concedidos pelas empresas em que trabalham, a média da nota – que variava de zero a dez – foi de 5,3. Apenas 7% das mulheres deram nota nove ou dez às suas empresas, enquanto 10% deram nota zero ou um.

Desejo x realidade
Questionadas sobre quais benefícios desejam em suas empresas, 93% das mulheres responderam bolsa de estudos, sendo que apenas 22% delas contam com isso.

Além disso, 86% delas gostariam de ter horário flexível, o que só é privilégio de 37% delas, e 75% queriam ter auxílio para a educação dos filhos, o que 11% têm.

Outro dado mostrou que 72% das mulheres pesquisadas valorizam programas de prevenção a doenças e que eles só ocorrem para 39% das entrevistadas.

Liderança
A pesquisa questionou ainda às mulheres se elas preferem uma chefia feminina ou masculina. O resultado mostrou que 69% delas não fazem essa distinção, embora reconheçam diferenças na gestão.

Elas avaliam que as mulheres são mais sensíveis, melhores nas relações pessoais e priorizam o trabalho em equipe. Além disso, 66% responderam que, se uma mulher ocupasse o maior cargo da empresa em que trabalham, brigariam mais pela qualidade de vida, benefícios e direitos.

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O estudo foi realizado em setembro com mulheres de 25 a 50 anos e nível superior completo, funcionárias do setor público ou privado de todo o Brasil.