A força da web: executivos de alto nível procuram colocação pela internet

Segundo presidente da Curriculum.com.br, busca é alta devido à efetividade da internet na contratação

SÃO PAULO – Em alguns setores da economia, estão sobrando vagas para profissionais mais capacitados. Por isso, executivos de alto nível saem em busca de novas oportunidades e o meio mais usado para isso é a internet.

“A quantidade de currículos para cargos de alto nível é grande porque a efetividade da contratação pela internet é cada vez maior”, disse o presidente da Curriculum.com.br, Marcelo Abrileri.

Na empresa, o número de cadastros de currículos para altos cargos cresceu 39% entre 2006 e 2007. Isso porque 44.198 currículos foram cadastrados no site em 2007, com objetivos profissionais de ocupar posições na diretoria, presidência e gerência, ante 31.852, um ano antes.

Dicas

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De acordo com pesquisa do Grupo Catho, em 1999, 11,65% dos profissionais entrevistados tiveram sucesso graças a anúncios de jornais e apenas 2,71% graças à internet. Oito anos depois, 15,20% foram contratados com a ajuda da web e apenas 5,65% por intermédio de anúncios de jornais.

Para que cresçam as chances de encontrar uma vaga, o indicado é sempre deixar o currículo atualizado. Isso porque, para vagas de alto nível, as empresas preferem muito mais buscar uma pessoa pela web do que abrir para que os profissionais se candidatem.

Além disso, no momento de formular o currículo, muitos profissionais acabam disponibilizando diversas informações pessoais. Mas a prática pode não ser segura. Cuidado com alguns dados que não são relevantes num primeiro contato.

Realidade

A demanda por profissionais de alto nível – chefia intermediária, gerência, diretoria, CEOs e conselheiros de administração – cresce significativamente a cada ano, o que torna mais provável, de acordo com a consultoria especializada em gestão de capital humano DBM, um “apagão de talentos” no Brasil.

O “apagão de talentos” tende a afetar facetas da economia que vêm registrando maior crescimento, como os investimentos, private equity e fusões e aquisições, além das áreas de marketing e vendas voltadas para as classes C e D.

De acordo com o diretor de relacionamento da DBM, Cláudio Garcia, há várias empresas-chave demandando mais executivos e talentos do que conseguem localizar e contratar no mercado local. “Como resposta, algumas vêm trazendo de volta para o País profissionais que foram expatriados nos anos ou décadas anteriores”.