A estratégia de buscar oportunidades de emprego nas MPEs

Para quem busca novas oportunidades, essa é a hora de romper a barreira do "quase" e ingressar em uma empresa

SÃO PAULO – O mercado de trabalho no Brasil nunca esteve tão propício, ainda mais com as possibilidades latentes que decorrem de eventos como a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016.

Para quem busca novas oportunidades, essa é a hora de romper a barreira do “quase” e ingressar em uma empresa ou buscar uma nova posição dentro da atual.

“A economia cresce e a previsão de investimento é positiva. Há várias e novas oportunidades, fora do que aponta o senso comum, mas é essencial garimpar as possibilidades, porque o mercado está em transição, o que exige um novo olhar”, afirma o consultor da DBM, Rubenvaldo Costa.

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Balanço saudável
“As grandes companhias estão mais e mais passando por movimentos como fusões, aquisições e internacionalização, o que implica foco em processos internos e em seu time atual. Quem quer opções e desafios maiores não deve abrir mão de prospectar as possibilidades que as pequenas e médias oferecem. Elas são, em geral, mais ágeis no processo de contratação, oferecem maior autonomia e são hoje as grandes responsáveis pela abertura de novas vagas”, afirma o consultor.

De acordo com Costa, os executivos e profissionais brasileiros devem repensar a estratégia de optarem apenas pelas grandes empresas instaladas no País. Outra variável, destaca o consultor, é analisar o contexto no mercado de trabalho, com o objetivo de enxergar oportunidades que não estão à vista de quem atua com o parâmetro da década de 1990 e início dos anos 2000.

“Muitas vezes, o profissional tem uma ideia fixa de trabalhar em uma grande empresa e não percebe o que de fato o mercado está oferecendo. É importante que o profissional tenha a capacidade de avaliar o mercado e suas necessidades e faça um mapeamento das oportunidades que estão a sua volta”.

Contatos
É nessa hora que entra o exercício do networking (rede de contatos). Para Costa, esse é um bom instrumento para fazer este tipo de avaliação, mas, ainda assim, é preciso ampliar a percepção para que não se deixe escapar boas oportunidades.

Nesse aspecto, a dica é levar em conta os antigos contatos, desconsiderados no passado por atuarem em companhias que não figuravam na lista das 500 maiores empresas atuantes no Brasil. Entretanto, é essencial que o profissional saiba exatamente onde quer trabalhar, assim como o nível de profissionalização da empresa que pretende escolher.

“É importante também que o profissional avalie se o seu perfil se adaptará em pequenas e médias empresas. Hoje, estas organizações procuram pessoas com perfil empreendedor e com muita mão na massa”, afirma.

Medidas
Em relação às mudanças, as pequenas empresas possivelmente oferecerão salários menores do que as grandes organizações, porém, as habilidades serão mais testadas e haverá mais chances de ascender na hierarquia corporativa. Em geral, elas são mais flexíveis no que diz respeito a cargos e estruturas, o que pode ser benéfico.

“É importante lembrar que muitas empresas voltadas ao público da classe C são hoje os verdadeiros motores de seus segmentos, a despeito de serem desconhecidas de muitos, pois não estão nos rankings das 500 maiores”, finaliza Costa.