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A empresa onde trabalhava se envolveu em escândalos e fraudes? Saiba o que fazer

Em casos como o da Cisco, funcionários podem ser prejudicados. Especialista ensina como se prevenir

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SÃO PAULO – O esquema de fraudes de empresas e executivos ligados a Cisco Systems para sonegar impostos causou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão ao governo brasileiro, conforme noticiado pelos principais jornais do País. Mas essa não foi a única companhia envolvida em escândalos que renderam muitas pautas aos jornalistas.

Quem não se lembra do caso Enron, que entrou com um pedido de concordata em dezembro de 2001? Ou das fraudes cometidas no Banco Santos? Episódios como esses, que chegam ao conhecimento público, podem prejudicar os funcionários, que, além de correrem risco de perder seus empregos, podem ter o currículo marcado para sempre.

O que fazer

A professora de psicologia organizacional e gestão de pessoas da Trevisan Escola de Negócios, Lilian Graziano, recomenda que o profissional comece a procurar outro emprego assim que perceber qualquer movimento suspeito dentro da empresa ou a chance de falência. “A pessoa deve se separar antes do escândalo ou da crise financeira”, diz.

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Para ela, o currículo pode ou não ficar “manchado”, dependendo da área em que o funcionário trabalhava. “No caso da Parmalat, o setor financeiro era o envolvido. No entanto, as pessoas também podem vincular o departamento comercial. Já executivos estarão sempre envolvidos, mesmo que indiretamente, no julgamento alheio.”

Caso o profissional não perceba nenhuma fraude ou problema com antecedência e, por isso, acabe no meio do “furacão”, o melhor a fazer é procurar outro emprego imediatamente. Como o estigma da pessoa pode estar negativo, o que causa preconceito entre potenciais empregadores, a salvação nesse momento difícil pode ser a rede de relacionamentos (networking).

“As pessoas que o conhecem, que sabem de sua boa índole, irão defendê-lo, e ajudar a conquistar um novo emprego”, explica Lilian. “O que salvará o profissional é sua habilidade para comunicação e seu poder de convencibilidade”, completa, ao citar a possível necessidade de o candidato se explicar ao empregador.