Entenda

“A candidatura para uma vaga é como uma campanha publicitária”, diz empresário milionário

Estrela do programa “Negociando com Tubarões”, Robert Herjavec, dá seus melhores conselhos para conseguir um novo emprego

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SÃO PAULO – Candidatar-se para uma vaga de emprego é um grande desafio, pois além de demandar todos os seus conhecimentos e habilidades, exige que você saiba promover a sua própria imagem e os seus serviços. O empresário Robert Herjavec, um dos líderes de negócios mais reconhecidos na América do Norte e estrela do programa norte-americano “Negociando com Tubarões”, afirma que a melhor forma de passar a melhor das impressões, é começar se olhando como um produto ou serviço a ser vendido.

Em seu livro “Você não precisa ser um tubarão”, Herjavec explica que o segredo é juntar um currículo bem elaborado com uma representação de diferentes papéis: primeiramente você é o produto, depois você é a agência de publicidade e, finalmente, você age como o cliente da agência. Pensando isso, ele lista cinco passos que aplicam táticas clássicas de agências de publicidade na candidatura a um emprego:

1- Defina o seu público-alvo

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Os publicitários não fazem nada até identificarem com quem querem falar sobre o produto. “Definir um público-alvo por tentativa e erro não funciona. Você precisa saber o máximo sobre o seu público quanto puder. Quando o conhecer bem, saberá como atingi-lo e o que dizer”, escreve. Herjavec explica que ao procurar um emprego, você deve conhecer a empresa para a qual está se candidatando e ter em mente seus produtos, sua história, sua posição no mercado e demais atribuições. Em outras palavras, estar atento para tudo o que está relacionado à empresa é importante para que você esteja preparado caso algum desses temas venha à tona durante a entrevista.

2- Crie a sua própria USP

USP é a sigla em inglês para “proposta única de vendas” e se refere a um atributo de determinado produto trabalhado pelo publicitário que a concorrência não consegue bater. Robert Herjavec explica que a USP representa a principal razão pela qual os consumidores compram o produto, e, por isso precisa ser distinta e atraente. Isso não significa criar um slogan para si mesmo, mas focar na sua educação, trajetória, habilidades e/ou experiências que o diferencie dos demais candidatos.

3- Que mensagem você quer criar?

Herjavec conta que a “mensagem” é a impressão que o candidato deixará quando o empregador terminar de ler a sua carta de apresentação ou estiver lembrando da entrevista que fez com você. Essa mensagem resume o tipo de pessoa que você é e os benefícios que oferecerá como funcionário ou sócio. “Se você identificar alguma parte sua que seja diferenciada e conseguir comunica-la de maneira natural em uma carta, você não será mais um rosto na multidão”, escreve o investidor. Além disso, o empresário enfatiza: “Não minta, não exagere, não se gabe e não faça promessas que não possa cumprir”.

4- Convide atitudes

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Esse passo está relacionado a fechar a venda. “Trata-se de encorajar o público-alvo a dar o próximo passo, ou seja, é deixar o seu potencial empregador saber que você tem sério interesse no emprego e está ansioso por uma entrevista”, escreve. Segundo o executivo, é importante reforçar que você quer ser contatado, mas é preciso evitar que a sua carta finalize com uma frase padrão, como “agradeço antecipadamente pelo seu retorno”. Ao invés disso, procure escrever algo que comunique entusiasmo, confiança e, talvez, um pouco de urgência, mas que não seja de forma agressiva, afinal, você não quer parecer arrogante. “Escreva algo como: ‘Estou à disposição para ajudar a sua empresa a alcançar e exceder as suas expectativas de sucesso’”, sugere.

5- Certifique-se de que o produto cumpra a promessa

A publicidade está repleta de casos de grandes campanhas que fracassaram porque eram melhores do que os produtos que anunciavam, ou porque detalhes importantes eram mal explicados. Em outras palavras, ao se candidatar a uma vaga de emprego, tome cuidado com o seu endereço de e-mail, assim como, com os seus perfis nas redes sociais. A internet, além de tornar a carreira dos candidatos mais acessíveis, facilitou também o rastreio de dados não fornecidos no currículo e na carta de apresentação. Herjavec cita, por exemplo, que uma enquete da Microsoft revelou que 70% dos gerentes de RH rejeitam candidatos com base em algo que descobrem sobre eles na internet.