Contratações

84,4% das empresas não pretendem contratar no 1º semestre, diz Fiesp

O levantamento, que ouviu 424 indústrias, mostrou ainda que 50,9% acreditam que o governo federal reeleito não mudará nada o rumo econômico do País

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A contratação de empregados por parte da indústria paulista deve ser menor no primeiro semestre deste ano na comparação com os seis primeiros meses de 2014. De acordo com a pesquisa Rumos da Indústria Paulista, elaborada pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), 84,4% dos entrevistados disseram que não pretendem contratar nos primeiros seis meses do ano, o pior resultado desde 2010.

 

O levantamento, que ouviu 424 indústrias, mostrou ainda que 50,9% acreditam que o governo federal reeleito não mudará nada o rumo econômico do País. A mesma pergunta foi feita no início do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, em 2011, e, na ocasião, apenas 28,2% das empresas afirmavam que o governo não mudaria nada.

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Para o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini, a principal dúvida dos empresários é “o quê o governo pensa a respeito da indústria”. “Temos escutado vários comentários das intenções do governo com respeito a medida para reformar uma coisa ou outra, muitas delas dirigidas a questão fiscal”, afirmou, em nota. “Tudo isso é importante. Porém, o que a indústria pode esperar enquanto a intenção que o governo tem reservado para ela?”, disse.

 

Francini destaca que é preciso criar um “projeto de crescimento do País”. “A indústria considera que para o país sua atividade é absolutamente indispensável e que o país não tem futuro de nação desenvolvida se não tiver indústria forte e sólida. Essa é a visão da indústria. Mas essa é também a visão do governo? Não sei”, questiona.

 

Inflação

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O levantamento mostrou ainda que a grande maioria das empresas (79,2%) acredita que o governo deve usar o aumento de juros para tentar conter a inflação. Apenas 11,6% dos entrevistados acreditam que a atitude do governo será o corte de gastos públicos.

 

Segundo o economista, o reflexo do aumento de tributos, anunciado essa semana pelo governo, foi antecipado pelo empresariado paulista no ano passado em sua perspectiva de baixo desempenho para 2015.