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8 dicas para se sair bem em um pedido de aumento salarial

Negociação deve ocorrer quando a companhia estiver em um bom momento financeiro e quando o chefe estiver de bom humor

SÃO PAULO – Se o seu salário está abaixo dos padrões de mercado e seu chefe está de bom humor, talvez seja o momento de pedir “aquele” aumento salarial. Segundo o CEO da De Bernt Entschev Human Capital, Bernardo Entschev, para se sair bem em um pedido de equiparação ou aumento, o colaborador deve, primeiramente, se certificar que o caixa da empresa está positivo. “Se a companhia não estiver em um bom momento financeiro, o pedido dele certamente será em vão”, diz.

Outra recomendação importante é ir direto ao assunto, sem rodeios. “O profissional deve falar claramente por quais razões acha que é merecedor de tal aumento, citar suas realizações profissionais na companhia e fugir de qualquer tipo de comparação com seus colegas”, explica. Mencionar que alguém ganha mais mesmo com menos experiência, portanto, não pega nada bem.

Outros erros que devem ser evitados são ainda o pedido de aumento com base nas despesas pessoais do contratado e a proposta de contratação de outra empresa como barganha salarial. “Alegar que precisa de aumento porque a sogra irá morar com a família no próximo mês não é uma justificativa válida para um gestor. Ele não está interessado nisso. Quanto à barganha, a mesma pode até funcionar no curto prazo, mas no longo pode ser mal-vista pela empresa”, explica Entschev.

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Para não fazer feio e acertar em cheio na hora de pedir um aumento, confira algumas dicas:

 Seja realista: entenda se a empresa está em posição de barganhar e saiba disso antes de tentar qualquer negociação salarial. Se você estiver pleiteando uma oportunidade em uma startup nova ou em uma empresa que tenha anunciado recentemente demissões, a chance de obter êxito poderá ser limitada.

Seja assertivo: não entre em negociações sem fazer a sua lição de casa. Pesquise sobre as tendências salariais de sua cidade, avalie seu segmento de atuação e cargo, reveja estudos e publicações sobre remuneração e não se esqueça de conversar com colegas do mercado e headhunters.

Espere sua chance: tenha paciência e aguarde o executivo colocar o tema “salário” na pauta da entrevista e certifique-se de compreender plenamente os requisitos da vaga antes de responder perguntas sobre o salário desejado. Consulte potenciais empregadores sobre qual seria uma boa margem de negociação para a posição almejada e evite propostas muito acima ou abaixo da realidade.

Busque sua meta: se a proposta salarial oferecida pelo executivo não atender à sua expectaiva, não há problema em propor uma compensação extra. É comum que empregadores iniciem a conversa pelo valor mais baixo, dando margem a negociações.

Não blefe: nunca é uma boa estratégia enganar ou omitir informações sobre sua remuneração atual ou sobre ofertas de emprego com remunerações superiores na tentativa de obter uma maior vantagem financeira. Em vez disso, tente reforçar o seu valor para a empresa e seja honesto sobre o salário desejado.

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Não pense apenas na questão financeira: analise todos os aspectos de uma oferta de emprego antes de aceitá-la. Um pacote de benefícios generoso ou oportunidades de aprendizado e crescimento podem compensar um salário inicial inferior, por exemplo.

Não misture as estações: pedir aumento porque seu salário atual não está pagando suas contas ou porque você passará a ter mais gastos com a escola do seu filho não é a melhor alternativa para quem deseja ter sucesso em uma negociação. Se seus feitos não forem o suficiente para garantir uma melhor remuneração na empresa em que atua, buscar outro trabalho pode ser uma melhor opção.

Termine em bom tom: caso as negociações não saiam da forma esperada e você decida declinar a oferta, faça isso de forma elegante e em tom de agradecimento. Você nunca sabe quando poderá precisar da ajuda de tal executivo novamente.