Profissões em baixa

5 profissões que já foram muito boas (e bem pagas) e hoje estão desvalorizadas

Algumas profissões vem enfrentando tempos difíceis de salários baixos, aumento no desemprego e poucos cargos disponíveis

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SÃO PAULO – Ser médico e professor já foi o sonho de muitas crianças – e de seus pais. As profissões estão entre as mais bem sucedidas e estimadas do mercado, mas algumas mudanças no mercado de trabalho fazem com que alguns dos trabalhadores fiquem “as sombras”.

O portal americano MarketWatch listou algumas dessas profissões e os motivos que as tornaram tão desvalorizadas.

Professor
Graças ao sucateamento das últimas décadas, a profissão acadêmica não possui mais o mesmo prestígio e valorização que já teve, quando conseguia atrair boas cabeças da classe média. As posições que dão uma verdadeira segurança no emprego e períodos de férias são cada vez mais raras, graças ao fato de que algumas faculdades e escolas estão cortando cargos para economizar dinheiro. Nos últimos trinta anos, a parcela de professores titulares em faculdades tem declinado, enquanto a proporção dos não titulares continua a aumentar.

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Corretor de ações
Corretor de ações foi, uma vez, uma profissão lucrativa e elegante. Embora ainda possa ser lucrativa, poucos a veem como uma profissão correta e elegante com o mercado de ações em crise e com o aumento das tecnologias que fazem este trabalho – como o homebroker. O pagamento, embora extremamente bom, não vai fazer nenhum deles muito rico atualmente.

Médicos da família
Enquanto médicos certamente conseguem acumular dinheiro, médicos familiares estão entre as especialidades médicas com pagamentos mais baixos, perto dos cirurgiões, que se transformaram no desejo da maioria dos estudantes. Além disso, é uma faculdade extremamente difícil de entrar, demora para concluir e está prestes a ter uma obrigatoriedade de trabalhar no SUS. 

Agente de viagens
A internet tem tornado a busca por agentes de viagem menor: a procura por destinos, hotéis e pacotes é feita online, assim como as reservas. Isso explica porque os cargos têm reduzido tanto – e, futuramente, a tendência continua. As previsões, também do órgão americano Bureau of Labor Statistics, mostram que de 2012 a 2022, o número de profissionais cairá em 12%. 

Advogado
O grande problema da profissão no Brasil é a oferta de advogados cada vez maior do que a demanda. Um dos cursos que mais formam profisisonais no país é o de Direito e, por isso, muitos formados acabam não exercendo a profissão ou seguindo para áreas adjacentes – ou totalmente diferentes.